quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Eclipse Solar

Venho aqui para aproveitar que já que falamos sobre o eclipse lunar, podemos falar também sobre o solar, e aliás estão previstos quatro eclipses solares parciais para 2011 (além de dois lunares totais), uma combinação rara que acontecerá apenas seis vezes no século XXI.

O que é um eclipse solar?


É um raríssimo fenômeno de alinhamentos que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando completamente a sua luz numa estreita faixa terrestre.

Tipos de eclipse solar.


Eclipse solar parcial -> somente uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar.
Eclipse solar total -> toda a luminosidade do Sol é escondida pela Lua.
Eclipse anular -> um anel da luminosidade solar pode ser visto ao redor da Lua, o que é provocado pelo fato do vértice do cone de sombra da Lua não estar atingindo a superfície da Terra, o que pode acontecer se a Lua estiver próxima de seu apogeu.


Eclipse Lunar

Olá pessoal, tudo bem?
Como ontem, dia 21/12/2010 (terça-feira) houve um eclipse lunar total que pôde ser observado de vários pontos da Terra, vim aqui para falar um pouco sobre o eclipse lunar.
O eclipse lunar só é possível durante a Lua Cheia e é quando o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados de forma que o satélite natural fica momentaneamente privado de luz solar pela sombra da Terra.


E aqui está uma imagem do eclipse lunar que ocorreu ontem, registrado por um morador em São Paulo:


sábado, 18 de dezembro de 2010

Vídeo Viagem Ao Limite do Universo

Esses dias assisti um documentário muito interessante na National Geographic. Trata-se do 'Viagem ao Limite do Universo', um documentário muito bem feito, onde menciona como seria uma viagem feita por seres humanos até o limite do nosso universo conhecido.
É realmente surpreendente, consegui achar no youtube os vídeos, se eu não me engano possuem mais de 10 partes de 10 min cada, postarei a parte I aqui.
Quem realmente gostar, é só pesquisar as outras partes em vídeos relacionados.

domingo, 21 de novembro de 2010

Buraco Negro mais jovem da vizinhança



Astrônomos da Nasa, usando o Observatório Chandra de raios-X, encontraram o mais novo buraco negro da vizinhança de nossa galáxia. O objeto de 30 anos é remanescente da SN 1979C, uma supernova da constelação de Cabeleira de Berenice na galáxia M100, a aproximadamente 50 milhões de anos luz da Terra. Estudar um buraco negro desde sua "infância" ajuda os cientistas a entenderem como estrelas massivas explodem e quais viram buracos negros ou estrelas de nêutrons e o número de buracos negros em nossa galáxia e nas demais 

Descoberto primeiro planeta gerado fora da Via Láctea

Astrônomos afirmam ter descoberto o primeiro planeta originado fora da nossa galáxia, a Via Láctea.
Semelhante a Júpiter, o planeta batizado de HIP 13044 é parte de um sistema solar que um dia pertenceu a uma galáxia-anã, mas que acabou "devorada" pela Via Láctea entre 6 e 9 bilhões de anos atrás, em um ato de "canibalismo intergaláctico".

De acordo com o estudo, publicado na revista Science, o planeta está a uma distância de 2 mil anos-luz da Terra. A descoberta ocorreu no observatório de La Silla, no Chile.

O planeta deve ter sido formado nos primeiros tempos de seu próprio sistema solar, antes que fosse incorporado pela nossa galáxia, dizem os autores da pesquisa.

Astrônomos já detectaram cerca de 500 "exoplanetas" fora do nosso sistema solar, usando diferentes técnicas, mas todos os astros, até agora, haviam sido gerados na Via Láctea.

Segundo os pesquisadores, o HIP 13044 fica na órbita de um sol pertencente ao grupo de estrelas chamado "corrente de Helmi", e hoje faz parte da constelação de Fornax, ao sul da Via Láctea.

Estima-se que o novo planeta tenha uma massa 1,25 vezes maior que Júpiter e que leve 6,2 dias terrestres para completar uma volta em torno do seu eixo.

Fim próximo
No entanto, o HIP 13044 está se aproximando de sua "morte". Tendo consumido todo o hidrogênio presente em seu núcleo, o sol do planeta se expandiu e se tornou um "gigante vermelho".

No processo, a estrela pode ter "engolido" planetas menores e semelhantes à Terra no processo, antes de se contrair. Até agora, o novo planeta sobreviveu à "bola de fogo", mas não por muito tempo.

"Esta descoberta é particularmente intrigante quando pensamos no futuro distante do nosso sistema planetário, quando o Sol também deverá se tornar um gigante vermelho, daqui a cerca de 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, pesquisadores do Instituto de Astronomia Max Planck e líder da pesquisa.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Telescópio espacial descobre 'bolhas' no centro da Via Láctea



A Nasa anunciou nesta terça-feira (9) a descoberta de duas bolhas de raios gama no centro da Via Láctea. As estruturas foram detectadas pelo telescópio espacial Fermi. "Não compreendemos completamente sua natureza e origem", afirmou o astrônomo Doug Finkbeiner, o primeiro a discernir a estrutura, que pode ser remanescente de uma erupção de um super buraco negro no centro de nossa galáxia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Planeta similar à Terra é descoberto e tem potencial para conter vida

Detecção foi feita por equipe de astrônomos norte-americanos.
Astro está localizado a 20 anos-luz de distância do Sol.


Um astro com apenas três vezes a massa da Terra foi detectado a 20 anos-luz, orbitando uma estrela da constelação de Libra conhecida como Gliese 581, uma anã vermelha. Astrônomos da Universidade da Califórnia e da Carnegie Institution de Washington afirmam que o planeta é o primeiro a apresentar potencial real para conter vida.
A descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (29) pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos. O astro, chamado Gliese 581g, fica em uma região na qual os astrônomos julgam que um planeta pode apresentar água líquida para formar oceanos, rios e lagos. No local, a distância da estrela permitiria um ambiente com clima ameno, nem tão frio, nem tão quente.
A órbita do planeta ao redor da estrela Gliese 581 dura pouco mais de um mês terrestre, com as possíveis estações de ano durando apenas dias.
Não é o primeiro planeta a ser descoberto na "zona habitável" da estrela. Em 2007, um outro exoplaneta, localizado próximo a mesma estrela, foi catalogado, também com potencial para ser conter vida.
Cientistas também estimam que a temperatura média na superfície varia de 31 a 12 graus Celsius negativos. A equipe também afirma que o planeta orbita com uma face sempre voltada à estrela, de forma similar a como a Lua sempre mostra uma face à Terra.
Para os astrônomos, o planeta pode "sustentar vida", o que significa que ele tem potencial para reunir condições de vida. Os seres vivos podem não ser necessariamente parecidos com humanos.
Segundo Steven Vogt, coordenador da pesquisa que contou com 11 anos de trabalho no Observatório W. M. Keck, localizado no Havaí, a descoberta é um indício de que podem existir muitos outros corpos similares no Universo.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/09/planeta-com-tamanho-e-atmosfera-similares-terra-e-descoberto.html

sábado, 18 de setembro de 2010

Nuvens de café e creme



Nuvens na atmosfera de Saturno criam um padrão intrincado pois lembram chantilly no café.A vista é centrada em uma região de 15 graus ao sul do equador do planeta. A imagem foi obtida pela sonda Cassini com uma câmera de ângulo estreito em 18 de julho de 2010 através de um filtro espectral sensível aos comprimentos de onda da luz centrada em 727 nanômetros.A visão foi obtida a uma distância de aproximadamente 2,4 milhões de quilômetros de Saturno. A escala da imagem é de 14 quilômetros por pixel.A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da Nasa, da Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Italiana. O Jet Propulsion Laboratory, uma divisão do California Institute of Technology em Pasadena, administra a missão para a NASA's Science Mission Directorate, Washington, DC A sonda Cassini e as duas câmeras de bordo foram concebidas, desenvolvidas e montadas no JPL. A imagem do centro de operações é baseada no Instituto de Ciência Espacial em Boulder, Colorado.
Para mais informaçõs sobre a missão Cassini-Huygens visite http://saturn.jpl.nasa.gov .

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Stephen Hawking descarta papel de Deus na criação do Universo

Em seu novo livro, físico britânico afirma que 'a criação espontânea' é a razão pela qual existe algo em vez de nada.

O cientista britânico Stephen Hawking afirma em seu novo livro, ainda inédito, que a física moderna descarta a participação de Deus na origem do Universo e diz que aparentemente o Big Bang foi uma consequência natural das leis da física.
Em "The Great Design" (O Grande Projeto, em tradução livre), que teve trechos publicados nesta quinta-feira (2) pelo jornal britânico "The Times", Hawking afirma que "a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada".
O cientista cita a descoberta de um planeta orbitando uma estrela que não o Sol, ocorrida em 1992, como algo que faz as condições planetárias terrestres - como a relação entre a massa solar e a distância para o Sol, por exemplo - parecerem provas "muito menos convincentes de que a Terra foi cuidadosamente projetada somente para agradar a nós, seres humanos".
"Devido à existência de uma lei como a da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada", afirma o físico no livro.
"A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, do porquê o Universo existe, do porquê nós existimos", diz Hawking.
The Great Design foi escrito em parceria com o físico norte-americano Leonard Mlodinow e tem lançamento previsto para o próximo dia 9.

Mudança

Os trechos indicam uma aparente mudança de opinião em relação a uma das obras mais conhecidas de Hawking.
Em seu livro "Uma Breve História do Tempo", publicado em 1988, o cientista sugeria que a ideia de uma criação divina seria compatível com uma compreensão científica do Universo.
"Se nós descobrirmos uma teoria completa, será o triunfo definitivo da razão humana - pois então nós deveremos conhecer a mente de Deus", escreveu então o cientista.
"Uma Breve História do Tempo" teve mais de 9 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/09/stephen-hawking-descarta-papel-de-deus-na-criacao-do-universo.html

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E se a Terra tivesse anéis como os de Saturno?

A visão do espaço seria um tanto familiar, afinal, nós conhecemos os anéis de Saturno. Agora, você pode adivinhar como esse anel em torno do planeta pareceria visto de Paris, próximo do Equador, ou pela Groenlândia? Qual seria sua aparência de dia ou à noite? Que cosmogonias poderia inspirar? Como as religiões teriam interpretado essa faixa no céu? Seria visto como o arco de sustentação da abóbada celeste?

Ainda mais curioso é que existem sugestões científicas sérias de que nosso planeta já pode ter tido anéis no passado, com consequências não muito agradáveis. O astrônomo John O’Keefe especulou que o planeta pode ter formado um anel parecido com o de Saturno por alguns milhões de anos durante o fim do período Eoceno.

Como se pode ver na animação, o anel – apesar de sua beleza – bloquearia parte da radiação solar, o que teria provocado um esfriamento global. Infelizmente não podemos nos empolgar muito com a beleza de tais anéis… ou seria esta a solução mais bela para o aquecimento global?

Veja o vídeo:

"Erupção" cósmica


Imagem obtida pela Nasa mostra a erupção de um "vulcão" galáctico na galáxia M87, a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância. O registro foi feito pelo Observatório de Raios-X Chandra. O fenômeno é causado por jatos de partículas com muita energia produzidos pelo buraco negro da galáxia geram ondas de choque ao atingir o gás mais frio. Essa interação com o ambiente é similar a do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, no início do ano, segundo astrônomos

Energia escura


Uma equipe de astrônomos conseguiu dar um passo importante para solucionar o enigma da energia escura, fenômeno que está envolvido com a expansão cada vez mais acelerada do Universo. A descoberta foi feita com ajuda de observações de lentes gravitacionais feitas pelo telescópio espacial Hubble e aparece na edição de 20 de agosto de 2010 da revista Science.

A matéria comum, encontrada em planetas, estrelas e nuvens de poeira, é apenas uma pequena fração do que existe no Universo. Nem se compara à enorme quantidade de matéria, que é invisível, mas pode ser detectada pela força gravitacional que exerce.

A matéria escura, por sua vez, é dominada pela energia escura difusa que permeia todo o Universo. Os cientistas acreditam que a pressão exercida por essa energia é o que impulsiona o Universo se expandir a uma taxa sempre crescente.

Comprovar a existência de energia escura é um dos desafios da cosmologia moderna. Desde sua descoberta, em 1998, os cientistas tentam caracterizá-la melhor. E o atual estudo apresenta uma forma completamente nova de fazer isso.

O principal autor da pesquisa, Eric Jullo, explica que a energia escura pode ser caracterizada pela relação entre sua pressão e sua densidade. A questão é tentar quantificar essa relação. Isso trará informações sobre as propriedades da energia escura e a maneira como ela afeta o desenvolvimento do Universo.

Para fazer isso, a equipe mediu as propriedades das lentes gravitacionais no aglomerado de galáxias Abell 1689. Lente gravitacional é um fenômeno previsto pela teoria da relatividade de Einstein, e foi aqui utilizado pela equipe para investigar como as distâncias cosmológicas (e, portanto, a forma do espaço-tempo) são modificados pela energia escura.

Em distâncias cósmicas, um enorme aglomerado de galáxias em primeiro plano tem tanta massa que sua força gravitacional dobra feixes de luz de galáxias muito distantes, produzindo imagens distorcidas dos objetos distantes. A distorção induzida pela lente depende, em parte, das distâncias até os objetos, o que pode ser medido com ajuda de grandes telescópios na Terra, como o VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO).

Os efeitos precisos das lentes dependem de sua massa, da estrutura do espaço-tempo e da distância relativa entre nós, as lentes e o objeto distante por trás delas, segundo explica o coautor do estudo, Priyamvada Natarajan. É algo como uma lente de aumento, no qual a imagem obtida depende do formato da lente e de quão longe você está em relação ao objeto para o qual está olhando.

Observar as imagens distorcidas permite aos astrônomos reconduzir o caminho que a luz percorre de galáxias distantes em sua longa jornada até a Terra. Isso também faz com que eles consigam estudar o efeito da energia escura na geometria do espaço no caminho da luz de objetos distantes até o aglomerado e, então, do aglomerado até nós.

Conforme a energia escura faz o Universo se expandir cada vez mais rápido, o caminho seguido pelos feixes de luz ao longo do espaço é alterado pelas lentes. Isso significa que imagens distorcidas encapsulam informações sobre a cosmologia subjacente, assim como sobre as próprias lentes.

Por que a geometria do Universo é tão importante? Porque ela está intrinsecamente ligada ao conteúdo e ao destino do Universo. "Se você conhece os dois primeiros, pode deduzir o terceiro", comenta Natarajan. Como os astrônomos já conhecem razoavelmente o conteúdo do Universo, entender melhor sua geometria vai fazer com que seja possível prever seu futuro.

A equipe levou vários anos para desenvolver modelos matemáticos específicos e mapas precisos da matéria - tanto a escura quanto a "normal", observados no aglomerado Abell 1689.

Astrônomos descobrem sistema planetário semelhante ao Solar


Astrônomos do Observatório Europeu do Sul descobriram um sistema planetário com pelo menos cinco planetas que orbitam uma estrela semelhante ao Sol, chamada HD 10180, a 127 anos-luz de distância da Terra.

Os pesquisadores também têm a evidência da existência de mais dois planetas, um dos quais teria a menor massa já descoberta. Isso tornaria o sistema similar ao nosso Sistema Solar, em termos de número de planetas (sete em relação a oito do Sistema Solar). Além disso, a equipe também encontrou evidências de que as distâncias dos planetas da estrela seguem um padrão regular, como também é visto no nosso Sistema Solar.

"Nós descobrimos o que provavelmente é o sistema com mais planetas já descoberto", diz Christophe Lovis, autor do estudo. “Esta descoberta notável também destaca o fato de que agora estamos entrando em uma nova era na investigação de exoplanetas: o estudo dos sistemas complexos e não apenas dos planetas individualmente. Estudos dos movimentos planetários no novo sistema revelam complexas interações gravitacionais entre os planetas e nos dão pistas sobre a evolução a longo prazo do sistema."

A equipe de astrônomos usou o espectrógrafo Harps, ligado ao telescópio do ESO (Observatório Europeu do Sul) em La Silla, no Chile, em um estudo de seis anos da estrela HD 10.180, situada a 127 anos-luz de distância, ao sul da constelação de Hidra Macho.

Graças ao Harps, os astrônomos detectaram os minúsculos movimentos da estrela causados pelo complexo de atração gravitacional dos cinco ou mais planetas. Os cinco sinais mais fortes correspondem aos planetas com massas semelhantes a Netuno - entre 13 e 25 massas terrestres - que orbitam a estrela, com períodos que variam de cerca de 6 a 600 dias. Esses planetas estão situados entre 0,06 e 1,4 vezes a distância Terra-Sol de sua estrela.

"Também temos boas razões para acreditar que existam mais dois planetas", diz Lovis. Um deles seria um planeta como Saturno (com 65 massas terrestres) e órbita de 2.200 dias. O outro seria o exoplaneta menos massivo já descoberto até hoje, com uma massa de cerca de 1,4 vezes a da Terra. Ele estaria muito perto da sua estrela, a apenas 2% da distância Terra-Sol. Um ano neste planeta duraria apenas 1,18 dias terrestres.

"Este objeto teria um efeito na estrela de apenas 3 km/hora- mais lento que a velocidade de caminhada - e este movimento é muito difícil de medir", diz o membro da equipe Damien Ségransan. Se confirmado, este objeto seria um outro exemplo de um planeta rochoso quente, semelhante ao Corot-7b.

O sistema recentemente descoberto de planetas em torno de HD 10180 é único em vários aspectos, diz o ESO. Primeiro, com pelo menos cinco planetas como Netuno em uma órbita semelhante a de Marte, este sistema é mais povoado do que o nosso Sistema Solar e tem muito mais planetas massivos.

Além disso, o sistema provavelmente não tem nenhum planeta gigante gasoso semelhante a Júpiter e todos os planetas parecem ter órbitas quase circulares.

Até agora, os astrônomos conhecem quinze sistemas com pelo menos três planetas. O último detentor do recorde era de 55 Cancri, que contém cinco planetas, dois deles sendo planetas gigantes. "Sistemas de planetas de baixa massa como o da estrela HD 10180 parecem ser bastante comuns, mas a história de sua formação continua a ser um quebra-cabeça", declara Lovis.

Nasa identifica sistema com dois planetas em trânsito

A Nasa (Agência Espacial Americana) anunciou, nesta quinta-feira (26), ter descoberto um sistema com dois planetas em trânsito, ou seja, passando pela linha de visão entre a Terra e sua estrela. Segundo a agência, é a primeira confirmação da existência de um sistema desse tipo.

A descoberta foi feita pela sonda Kepler, por isso os planetas foram batizados de Kepler-9b e 9c. A descrição foi publicada na edição desta semana da revista "Science".

A identificação do sistema foi possível após a observação de 156 mil estrelas, um trabalho que durou sete meses. A missão Kepler tem como objetivo localizar planetas do tamanho da Terra fora do nosso Sistema Solar.

A câmera de precisão da Kepler consegue medir variações no brilho das estrelas, algo que ocorre quando planetas transitam diante dessas estrelas. O tamanho do planeta e sua distância em relação à estrela podem ser avaliados a partir dessas reduções.

O Kepler-9b é o maior entre os dois planetas, que têm massa um pouco menor que a de Saturno. Kepler-9b está mais perto da estrela, com uma órbita de aproximadamente 19 dias, enquanto a do Kepler-9c tem cerca de 38 dias.

"Esta é a primeira detecção clara de mudanças significativas nos intervalos de um trânsito planetário para o outro, o que chamamos de variações de tempo de trânsito", disse Matthew Holman, cientista da missão Kepler do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, em Cambridge. Segundo ele, isso é uma evidência da interação gravitacional entre os dois planetas.

Além da confirmação dos dois planetas gigantes, os cientistas identificaram o que parece ser um terceiro planeta em trânsito nas observações do Kepler-9. O sinal é compatível com o de um planeta escaldante com cerca de 1,5 vez o traio da Terra, a uma órbita de 1,6 dias da estrela. Observações adicionais são necessárias para determinar se esse sinal é mesmo de um planeta, ou de um fenômeno astronômico que imita a aparência de um trânsito.

*Com informações do estadão.com.br

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Alinhamento planetário .

Há cerca de uma semana, está sendo possível visualizar um fenômeno celeste denominado alinhamento planetário. Na atual configuração do céu noturno, acham-se alinhados Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno, sendo todos visíveis a olho nú. Trata-se de fenômento que permite acompanhar as trajetórias dos astros, com previsão estimada para durar até do dia 23 de agosto.

Assim sendo, o início da observação deverá ocorrer neste próximo dia 24, a partir de 18h12, com o surgimento do crepúsculo civil, até 19h30, horário do ocaso de Mercúrio. Não estão sendo consideradas a poluição atmosférica e luminosa, mas a observação vem sendo acompanhada em pleno centro da cidade.

Os seguintes parâmetros são referências:

- Vênus, inconfundível com a sua magnitude aparente, em pleno brilho.

- cerca de uma palmo abaixo, podem ser visto de baixo para cima, Mércúrio e Regulus (estrela principal da constelação do Leão); uma palmo acima Marte e Saturno.

- Horário do ocaso de Mercúrio: 19h32

- Horário do ocaso de Vênus:21h02

- Posição de contemplação: voltar-se ao poente e observar a 15º para o Noroeste.

domingo, 27 de junho de 2010

Sim, aliens existem.

Cientista admite a existência de aliens.

O físico Stanton Friedman, que trabalhou por décadas em desenvolvimento de foguetes para algumas das maiores agências espaciais do planeta, diz que os alienígenas existem, estão nos visitando há muito tempo e que essa verdade será revelada em breve. "Alguns OVNIs são espaçonaves inteligentemente controladas extraterrestremente, e essa é a maior história do milênio. (...) Estou convencido de que estamos lidando com um Watergate cósmico", diz Friedman. As informações são do Live Science.

Friedman afirma que há duas razões principais para que as fortes evidências de aliens não sejam conhecidas melhor. A primeira seria uma suposta grande conspiração que perdura décadas e que envolveria oficiais de alto escalão. De acordo com ele, a outra é que cientistas que podem exibir essas evidências estão com medo, não apenas daqueles que participam da suposta conspiração, mas também de admitir que a ciência estava errada.

Por outro lado, o físico diz acreditar que a verdade sobre os óvnis será revelada em breve. "Eu continuo otimista, antes de morrer, e eu tenho 75 anos, eu vou pegar pelo menos uma parte dessa história, de que não estamos sozinhos no universo", diz o pesquisador.

Friedman se junta a um grupo de cientistas e famosos que está convencido de que existe vida extraterrestre inteligente e que está já chegou até nós.

Junto com o físico, está o astronauta Edgar Mitchell, que participou do programa Apollo, que também afirma que os aparecimentos de ETs é escondida pelos governos (o próprio Mitchell disse nunca ter visto um óvni, mas acredita no alien de 1947 em Roswell, no Novo México).

Segundo a reportagem, outro defensor de que os ETs existem é o psiquiatra John Mack, ex-professor da Universidade de Harvard, que passou anos estudando pessoas que dizem ter sido abduzidas, sondadas e sofrido experimentos de aliens.

sábado, 26 de junho de 2010

Cientistas conseguem gravar 'música' na coroa solar


Usando sofisticadas teorias matemáticas na análise de imagens de satélite, cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, conseguiram captar os sons harmônicos que ocorrem durante a intensa atividade da coroa solar - a camada mais externa e intrigante do Sol, que atinge milhões de graus Celsius de temperatura.
Os pesquisadores analisaram estruturas chamadas anéis coronais, que são fluxos magnéticos em formato de arco que chegam a ter 100 mil quilômetros de comprimento. Os sons foram captados conforme o comprimento, tensão e oscilação desses arcos.Segundo os cientistas, a pesquisa ajudará a entender como funciona a coroa solar, já que a "música do Sol" também é influenciada pelo material que circunda os anéis coronais.

Veja no vídeo abaixo:


Tempestade solar pode atingir a Terra em 2013

O calendário maia estava errado - pelo menos é o que dá a entender o alerta da Nasa, a agência espacial dos EUA, sobre uma possível tempestade solar que pode ser devastadora. O apregoado fim mundo, portanto, pode ser em maio de 2013 - e não em 2012, como previa a antiga civilização.

Caso a previsão dos cientistas da Nasa se confirme, o vento solar prejudicá os sistemas de telecomunicação como televisão e a internet e a energia, com efeitos 20 vezes mais intensos do que provocou o furacão Katrina.

Apesar da distância do Sol da Terra, cerca de 150 milhões de quilômetros, os pesquisadores da Nasa estão preocupados com essa grande tempestade solar. Isso porque, de acordo com estudos, o Sol está cada vez ativo. No futuro, se essa atividade continuar aumentando, as pessoas serão afetadas pelas tempestades solares da mesma maneira que são pelo clima da Terra.

Em 1859, ocorreu uma tempestade geomagnética do tamanho da prevista para 2013. Conhecida como "Evento Carrington", por ser testemunhado pelo astrônomo Richard Carrington, a tempestade causou incêndios em escritórios de telégrafos, eletrificou cabos de transmissão e produziu auroras boreais intensas.

Se o mesmo ocorrer, seriam necessários entre quatro e dez anos para reparar os danos causados pela atividade do Sol. Mas a Nasa acredita que os danos podem ser menores, se os pesquisadores conseguirem prever com mais exatidão ainda a chegada de uma tempestade. Assim, as empresas de telecomunicação e ligadas à energia elétrica poderiam se precaver protegendo seus instrumentos.

As sondas espaciais Stereo, ACE e SDO transmitem a cada minuto informações atualizadas sobre o que acontece com o Sol. Isso permite que os pesquisadores monitorem e analisem as erupções solares permanentemente. Então, por enquanto, não há motivo para desespero.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Nasa descobre possibilidade de vida em Titã


Baseados em dois estudos da missão Cassini, que pesquisa a órbita de Saturno, cientistas da Nasa acreditam ter descoberto evidências de que espécies primitivas de seres vivos poderiam estar morando em uma das luas do planeta. Isso porque a missão analisou a composição química na superfície da Titã, a única lua de Saturno com uma atmosfera densa, segundo especialistas.

A conclusão partiu do questionamento sobre a variação na quantidade de hidrogênio e acetileno em Titã, que poderiam estar sendo consumidos por organismos vivos. Um dos estudos mostrou que moléculas de hidrogênio da atmosfera da lua estavam sumindo quando chegavam à superfície.

Outra pesquisa mapeou os focos de hidrocarbonetos na região e descobriu "buracos" na quantidade de acetileno. Segundo os cientistas, as substâncias serviriam de alimento.

De acordo com os pesquisadores, se a hipótese for confirmada, ela representaria uma segunda forma de vida no universo, independente da ingestão de água, como é na Terra. A partir de análises de lagos observados na lua de Saturno, os cientistas concluíram que pelo menos um deles contém hidrocarboneto na forma líquida. O resultado tornaria Titã o único local no sistema solar, além da Terra, a ter líquido em sua superfície, dizem os pesquisadores.

Quasares



Os quasares, cujo nome vem de "Quasi Stellar Radio Sources", foram descobertos em 1961, como fortes fontes de rádio, com aparência ótica aproximadamente estelar, azuladas.

Mais provavelmente são galáxias com buracos negros fortemente ativos no centro, como proposto em 1964 por Edwin Ernest Salpeter (1924-) e Yakov Borisovich Zel'dovich (1914-1989).

São objetos extremamente compactos e luminosos, emitindo mais do que centenas de galáxias juntas, isto é, até um trilhão de vezes mais do que o Sol. São fortes fontes de rádio, variáveis, e seus espectros apresentam linhas largas com efeito Doppler indicando que eles estão se afastando a velocidades muito altas, de até alguns décimos da velocidade da luz.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O sumiço temporário das faixas de Júpiter



A atmosfera de Júpiter é composta basicamente por hidrogênio e hélio, mas também por traços de água, amônia e metano. A velocidade dos ventos supera facilmente os 500 km/h, o que deixa o ambiente bem turbulento. Basta notar os incontáveis vórtices e manchas salpicados na “superfície”. A principal mancha, a Grande Mancha Vermelha, é uma tempestade que já dura mais de 400 anos e não dá sinais de enfraquecer. Aliás, pelo contrário: ela parece estar ficando cada vez mais intensa.

Outro aspecto marcante de Júpiter e sua atmosfera é a coloração das nuvens, basicamente alternando faixas mais claras, quase brancas (chamadas de zonas) e faixas mais escuras e marrons (chamadas de cinturões). As diferenças entre as cores são decorrentes das diferentes composições químicas e as reações que ocorrem na atmosfera. Agora duas das faixas marrons simplesmente sumiram!

Desde o ano passado já se notava que duas faixas marrons conhecidas como Cinturão Equatorial Sul (SEB, em inglês) estavam sumindo. Agora em maio elas desapareceram de vez. Esse tipo de desaparecimento já foi observado antes em várias ocasiões, mas até agora não há explicações para o fenômeno. Em geral, dura dois anos, mas não ocorre em intervalos regulares.

Uma hipótese para esse sumiço misterioso é que na verdade a SEB esta lá, mas escondida abaixo de nuvens de gelo de amônia, que são mais claras. A questão é saber o que causou o aparecimento dessas nuvens em escala planetária. Uma explicação leva em conta as mudanças na direção dos ventos que trouxeram material rico em amônia sobre a SEB. Ainda assim, por que o material somente se acumulou sobre essas duas faixas ao sul?

Nas outras ocasiões em que a SEB desapareceu, sua volta foi marcante. De início uma pequena mancha apareceu em Júpiter. Em seguida, uma série de tempestades violentas, com vórtices pronunciados, se espalharam por toda a região sul. Esse reaparecimento é esperado para qualquer momento nos próximos dois anos. Será um espetáculo acessível para qualquer telescópio de pequeno porte.

Fonte: http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

sábado, 22 de maio de 2010

Não há vulcões apenas na Europa...




Não é só a Europa que sofre com as cinzas lançadas por vulcões. Marte também sofre (ou já sofreu).

Esta bela imagem de Marte, obtida pela câmera estéreo de alta resolução da sonda Mars Express, mostra um efeito curioso. Retrata o Meridiani Planum, uma planície que fica na borda nordeste das terras altas de Marte e que tem o tamanho aproximado da Ilha de Chipre.
O material escuro está no fundo de uma cratera de impacto com 50 km de diâmetro e as partes mais leves desse material foram levadas pelo vento até a cratera menor de 15 km, aproximadamente. Dá para perceber que ela se acumulou na borda superior. Estranhamente, a cratera mais abaixo, com uns 34 km de diâmetro, está limpa do material, o que sugere que não é muito profunda, de modo que não há condições para acumular material.
A origem desse material todo é incerta. Suspeita-se que tenha sido trazido da região vulcânica de Tharsis, mas não há certeza ainda.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Asteróide passará próximo à Terra na noite de quinta-feira (08/04)

Objeto tem 22 metros de largura e chegará a uma distância próxima à da Lua.

É um asteroide recém-descoberto, batizado de 2010 GA6, que vai passar próximo à Terra às 20h06 desta quinta-feira (08/04). A essa hora, o corpo celeste estará a cerca de 359 mil quilômetros do nosso planeta – distância próxima à da Terra à Lua.
O objeto está sendo rastreado pela Nasa usando tanto telescópios terrestres quanto espaciais. A instituição tem um programa, chamado Spaceguard, para acompanhar asteroides que passam próximos à Terra. Segundo a Nasa, esse tipo de evento é relativamente comum, e ocorre várias vezes por ano.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Estrela da Morte esconde um simpático Pac-Man




A ideia dos astrônomos que estudam Saturno e seu sistema de luas era mapear a distribuição de temperaturas sobre a superfície de Mimas. Apesar de tal coisa nunca ter sido feita antes, esperava-se que onde o Sol batesse diretamente (em outras palavras, onde fosse meio-dia) a temperatura fosse mais alta. Conforme a distância desse ponto fosse aumentando, a temperatura iria caindo, tudo como a figura simulada no alto à esquerda da imagem acima. Nela, o símbolo do Sol indica o ponto onde é meio-dia. Mas o que se observou foi justamente o mapa à direita da figura, com o calor concentrado em um dos lados de Mimas, onde seria o período da manhã ainda! Quer dizer, amanhece bem quente e ao meio-dia a temperatura já caiu aos valores do entardecer.

Na linha de baixo, a figura à esquerda mostra Mimas observada na luz visível, para localizar os principais acidentes topográficos. À direita está a combinação do mapa de calor com o mapa dos acidentes geográficos e o resultado é que a Estrela da Morte, como Mimas foi apelidada, torna-se o saudoso “Pac-Man” comendo um ponto.

Esse mapa é tão bizarro que ninguém tem uma explicação para essa distribuição. Claro, sabe-se que ela tem a ver com o tipo e a textura do material do solo. Por exemplo, o gelo denso absorve e rapidamente conduz o calor para longe, já o gelo moído pelo impacto de pequenos meteoros serve muito bem como isolante térmico. Existem regiões onde o calor rapidamente se difunde, mas existem regiões onde ele fica aprisionado por mais tempo.

Também chama a atenção a mancha quente (a uns 190 graus negativos!) na imensa cratera de Herschel, justamente onde o Pac-Man está se alimentando. Esse caso já era esperado de alguma maneira, afirma John Spencer, que trabalhou nesses dados, pois as paredes da cratera agem de maneira a proteger o calor. Mas, a surpresa nesse caso foi descobrir, a partir de imagens complementares, que as bordas da cratera são em forma de um “V” bem pronunciado.

Mistério de Nêmesis

Um objeto sombrio pode estar se espreitando nos confins do nosso Sistema Solar e atirando cometas em nossa direção há milhões de anos. Esse objeto seria o responsável pelos eventos de destruição em massa na Terra, bem como pelo tráfego de cometas que aparecem inesperadamente vez ou outra. Mas quem seria essa presença sinistra ?

Batizado de Nêmesis, ou estrela da morte, esse objeto seria uma estrela do tipo anã vermelha, mas poderia ser uma anã marrom ou mesmo um planeta com várias vezes a massa de Júpiter.

De onde vem uma ideia tão sinistra como essa ? A história é antiga.





Originalmente, a hipótese de existir Nêmesis foi sugerida para explicar os episódios de extinção em massa na Terra. Os paleontologistas David Raup e Jack Sepkoski afirmam que nos últimos 250 milhões de anos a vida na Terra sofreu extinção em ciclos de 26 milhões de anos de período. Alguns astrônomos sugerem que essas catástrofes são causadas por impactos de cometas. Um caso famoso é o impacto de um asteróide há 65 milhões de anos que promoveu a extinção dos dinossauros, ou o evento de Tunguska na Rússia em 1908, com efeito equivalente a uma bomba atômica cem vezes mais poderosa que a de Hiroshima, que e derrubou 80 milhões de árvores, devastando uma área de mais de mil quilômetros quadrados. A sorte, nesse caso, é que a explosão se deu sobre a Sibéria. Fosse na Europa ou nos Estados Unidos…

A questão é que o nosso Sistema Solar é rodeado por uma vasta coleção de corpos gelados chamada de Nuvem de Oort, restos da nuvem que colapsou para formar nosso Sol e, por consequência, os planetas. Se o Sol faz parte de um sistema binário (veja a explicação no diagrama acima), certas configurações nas órbitas do par deveria dar um puxão gravitacional nesse objetos gelados da Nuvem de Oort, arrancando um deles na direção do Sistema Solar. A hipótese do Sol ter uma companheira é estranha, mas não é absurda. Na verdade, mais de um terço das estrelas da nossa Galáxia estão em sistemas com pelo menos duas estrelas. O difícil aqui é provar isso.

Um planeta-anão que está onde não deveria estar

Sedna pode ser uma pista. O planeta-anão Sedna, aquele mesmo que propiciou a discussão e o posterior rebaixamento de Plutão, é um objeto esquisito. Segundo Mike Brown, seu descobridor, ele não deveria estar onde está. Segundo Brown, não há como explicar sua órbita, pois ele nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol, mas também nunca está longe o suficiente para ser afetado pelas outras estrelas. Em suma, o que prende Sedna ao Sistema Solar? Além disso, a maioria dos cometas que chegam ao Sistema Solar interior (para “dentro” da órbita da Terra) parece vir de uma mesma região da Nuvem de Oort.

Esses fatos dão força à hipótese de Nêmesis, que teria de ter entre 3 e 5 massas de Júpiter no mínimo. Para esse limite de massa, ou mesmo para algumas dezenas de vezes a massa de Júpiter, esse objeto seria um planeta massivo ou uma anã-marrom. Em ambos os casos, seria praticamente indetectável no visível, mas muito brilhante no infravermelho. Mesmo Mark Brown já admitiu que esse objeto, se existir, seria muito pequeno, estaria muito longe e seria muito lento. Facilmente ele passaria desapercebido nas suas observações.

Satélite Wise reforça o time

Mas essa história pode mudar. Em janeiro deste ano entrou em operação o satélite Wise da Nasa, que está mapeando o céu todo em infravermelho. Com um campo de visão bem amplo e uma sensibilidade fantástica, o satélite tem por objetivo detectar mil anãs-marrons a distâncias de até 25 anos-luz da Terra. O problema é que, para detectar Nêmesis, será preciso esperar por duas imagens do Wise para que se possa compará-las e identificar o objeto que se moveu de uma para outra. Isso só deve acontecer em meados de 2012 e, ainda assim, leva um ano para analisar as imagens e pedir tempo em telescópios na Terra que possam fazer a confirmação.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Dia 27/03/2010 - A Hora do Planeta

Pessoal, vamos contribuir para a hora do planeta dia 27/03/2010.

Apaguem as luzes às 20:30, por 60 minutos.

De que lado você está ?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Rasante sobre Phobos



Phobos parece sólido, mas estudos anteriores mostram que ele não é denso o suficiente para ser sólido em sua essência.

Na verdade, entre 25% e 35% de sua estrutura é porosa. Os astrônomos pensam mais em Phobos como uma pilha de pedrugulhos amontoados juntos. O amontoado é formado por pedras grandes e pequenas que muitas vezes não se encaixam direito, deixando grandes espaços vazios entre uma rocha e outra e dando esse característica porosa.

No último dia 3 de março, a sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia, deu o primeiro de uma série de rasantes sobre a superfície de Phobos com o intuito de mapeá-lo em grandes detalhes. Nesse primeiro sobrevoo, a própria transmissão dos dados por rádio foi usada para se ter uma noção mais precisa sobre a gravidade (e portanto da massa) de Phobos.

Phobos sempre mostra a mesma face para Marte, da mesma forma que a Lua em relação à Terra. Para ter acesso à sua face externa, a sonda precisa orbitar em um trajetória que que passe por “trás”. Isso foi conseguido nos dias 7, 10 e 13 de março. Nesses dias, a Mars Express chegou a sobrevoar Phobos a uma altitude de apenas 67 km! Com uma distância tão pequena, a resolução das fotos obtidas é de 4,5 metros.

Um dos objetivos desses rasantes é obter imagens com resolução bem alta para identificar locais de pouso de uma missão a ser lançada em 2011 pela Rússia. A ambição da sonda Phobos-Grunt é pousar em Phobos, coletar uma amostra do satélite e retornar à Terra com ela. A região para o pouso já havia sido escolhida anteriormente, mas agora as imagens de alta resolução obtidas com uma melhor iluminação do terreno indicam dois locais seguros para o pouso. Esse pontos estão indicados no zoom da imagem de Phobos que foram mandadas neste último fim de semana.

A origem de Phobos ainda é um mistério, onde três cenários são possíveis. O primeiro propõe que Phobos é um asteroide capturado por Marte. O segundo sugere que Phobos foi formado no local, enquanto Marte se forma abaixo dele. A última hipótese diz que Phobos é um objeto de “segunda mão”, formado depois de Marte, a partir dos destroços lançados por uma colisão violenta entre um meteoro e a superfície do planeta. A solução desse dilema pode vir com a Phobos-Grunt, daqui a alguns anos.

domingo, 7 de março de 2010

Buracos de Minhoca (Buracos de Vermes)

Segundo os físicos, um buraco de minhoca é tão parecido com um buraco negro que seria impossível distinguir um do outro. Ambos afetam a matéria à sua volta da mesma maneira, já que os dois distorcem o tecido do espaço-tempo ao seu redor da mesma forma.

O que poderia distinguir os dois seria a radiação de Hawking, uma emissão de partículas e luz que somente se originaria nos buracos negros. Mas essa radiação, com seu espectro de energia característico, é tão fraca que seria completamente tragada por outros fontes de energia - até mesmo pela radiação de fundo, um "brilho" de microondas deixado por todo o espaço pelo Big Bang.

Outra diferença seria que o buraco de minhoca não possui horizonte de eventos, a fronteira além da qual nada consegue escapar de um buraco negro. Isto significa que algo poderia entrar no buraco de minhoca e sair novamente, o que não é possível nos buracos negros. Os teóricos afirmam que existem até mesmo buracos de minhoca em circuito fechado, cuja saída coincide com sua própria entrada, não levando a outros universos.

O problema é que, dependendo de seu formato, percorrer um buraco de minhoca inteiro pode levar bilhões de anos. Ou seja, algum objeto que tenha entrado em um desses logo depois do Big Bang pode não ter tido tempo ainda para sair.

Buracos de minhoca tão grandes certamente causam grande frustração a todos os amantes da ficção científica, onde as viagens espaciais são feitas em horas e não em bilhões de anos. Mas há uma esperança.

Se um buraco de minhoca microscópico pudesse ser encontrado ou até mesmo construído, seria possível atravessá-lo em segundos. Como ele não possui horizonte de eventos, uma nave espacial poderia utilizar seu combustível para sair do outro lado e explorar o novo universo. E poderia voltar rapidamente para contar o que encontrou.

O que é ano-luz ?

O que é:

Ano-luz é uma unidade de distância usada em astronomia. O ano-luz corresponde a distância em quilômetro que a luz leva para percorrer, no vácuo, no período de um ano.

Considerando que a velocidade da luz é de 300.000 km/s, um ano luz equivale a 9,463 x 1012 km. Em metros esta distância é de 9.460.536.207.068.016.

Principais distâncias de estrelas em anos-luz (em relação ao Planeta Terra):

- A estrela Próxima Centauri está localizada a 4,22 anos-luz

- A estrela Wolf 359 está localizada a 7,7 anos-luz

- A estrela Sirius A está localizada a 8,57 anos-luz

sábado, 6 de março de 2010

Atividade Solar (vídeo)

Vídeo rápido que peguei do YouTube, da National Geographic que mostra como é a atividade solar.



sexta-feira, 5 de março de 2010

Semelhança - Lua e Mercúrio

Acabei de fazer esta imagem, novamente com o programa Celestia 1.6.0, para mostrar as muitas semelhanças entre a nossa Lua e Mercúrio.


O que mais se percebe na imagem são as crateras que marcam a superfície do planeta e do nosso satélite. Mercúrio e Lua não possuem campos magnéticos ou atmosfera.
(Clique na imagem para ampliá-la).

Demonstração da distância - Terra e Sol



















Notem a distância no espaço entre a Terra e o Sol. São 150 milhões de km. Apague-o e ele está tão longe que demoraríamos 8 minutos para percebermos que ele desapareceu. Uma viagem de avião até ele seria uma jornada de 20 anos.
(Clique na imagem para ampliá-la).
Imagem feita com o programa Celestia 1.6.0.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Nebulosa do Morcego



















Nebulosa que se assemelha à um morcego, na constelação de Órion (onde se localizam as Três Marias).

Nasa divulga foto do cosmos captada pela sonda WISE















Na imagem, a galáxia Andrômeda
Foto: Nasa/Divulgação



A agência espacial americana (Nasa) comemorou as primeiras conquistas da missão WISE e divulgou as primeiras imagens do cosmos, que mostram, entre outras, a galáxia de Andrômeda e um cometa com um rastro de mais de 16 milhões de km.

A sonda WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) começou a transmitir em 14 de janeiro e os cientistas da Nasa já receberam mais de 250 mil imagens, indicou a agência espacial americana em comunicado.

"WISE funcionou de maneira fabulosa", disse Ed Weiler, administrador adjunto do Diretório de Misiones Científicas da Nasa em Washington. "Estas primeiras fotografias estão demonstrando que a missão secundária da sonda de localizar asteróides, cometas e outros objetos será tão importante como observar todo o céu sob luz infravermelha", acrescentou.





















Uma das imagens mostra um cometa batizado de "Siding Spring", cujo o rastro parece uma mancha de pintura vermelha com uma estrela azul.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Vida fora da Terra: Possível ?"

Antes eu havia comentado sobre uma postagem que faria hoje.
A questão da vida fora da Terra: possível ou não?
Veremos agora.


VIDA FORA DA TERRA: POSSIBILIDADES

Desde que os cientistas descobriram maneiras de verificar a existência de planetas orbitando outras estrelas no Universo, a conta de astros do gênero não para de aumentar. Em agosto de 2007 podia-se contar aproximadamente 250.
Mas, os que esperam encontrar outra Terra perdida em algum recanto oculto do Universo ainda vão ter que esperar.
Por enquanto, os furos na peneira representada pela metodologia usada estão flagrando apenas gigantes gasosos semelhantes à Júpiter, maior planeta do nosso sistema, e em geral maiores do que ele. Vários desses astros completam sua órbita em um dia, enquanto Mercúrio, o mais rápido do nosso sistema, leva 88 dias para dar uma volta em torno do Sol.
A proximidade de suas estrelas tornam a temperatura desses planetas insuportavelmente alta, portanto, a possibilidade da existência de vida em astros desse gênero é muito remota.
E a vida no nosso próprio Sistema Solar ? Como é que fica ?
Existe muita pouca chance de haver. Examinaremos os astros que foram estudados e descartados:

Mercúrio e Lua -> O planeta mais próximo do Sol é muito semelhante à nossa Lua. Parece estranho começarmos nossa exploração sobre a possibilidade de vida no Sistema Solar agrupando Mercúrio e a Lua. Os corpos celestes têm muito em comum: não têm água, atmosfera ou campos magnéticos. Suas superfícies são semelhantes, com milhares de crateras, cicatrizes de impactos que ocorreram no passado. A falta de água é considerada um sério problema; pelo que sabemos, a vida precisa de água. É difícil imaginar um ser vivo sem ela. Isso porque a água, sendo um solvente muito eficiente, é um meio ideal para reações químicas. Outros meios vêm sendo propostos, como argila e certos cristais, mas a água ainda é o mais natural. A ausência de atmosfera e campos magnéticos proíbe de vez a existência de vida. Tanto Mercúrio como a Lua estão sujeitos a um bombardeio constante de raios cósmicos, meteoros e doses letais de radiação ultravioleta (UV3) e outras partículas vindas do Sol. Nem mesmo as moléculas orgânicas mais simples conseguiriam sobreviver em ambientes tão hostis. A conclusão é que ambos não oferecem condições para a existência de vida.
(Poeira das Estrelas, págs 230 e 231)


Vênus -> Infelizmente a possibilidade de vida inteligente ou qualquer outra em Vênus é muito remota. Com 95% do raio e 82% da massa da Terra, Vênus, a Estrela D'Alva, símbolo de beleza e perfeição, é na verdade um verdadeiro inferno. Vítima de um efeito estufa fora de controle, o planeta é coberto por uma atmosfera tão espessa e quente que é impossível de ver sua superfície, onde a temperatura pode chegar a 475 ºC ! Imagens de radar obtidas por telescópios da Terra e por sondas enviadas diretamente até lá, como as Venera, da Rússia e Pioneer e Magellan, dos EUA, nos permitem decifrar o que existem sob as nuvens: planícies não muito altas, dominadas por duas concentrações mais elevadas e algumas crateras. Outra característica da superfície de Vênus é a presença de vulcões e campos enormes cobertos de lava. Possivelmente, alguns desses vulcões continuam ativos. A composição atmosférica também não ajuda: 96,5% de dióxido de carbono e 3,5% de nitrogênio. Não existe qualquer traço de oxigênio ou água. Para piorar a situação, a região externa é cercada por nuvens de ácido sulfúrico e partículas de enxofre.
Nossa Estrela D'Alva, inspiradora de tantos poemas e canções, é uma jóia apenas quando vista de longe. Mas de perto, é um exemplo aterrorizador do que pode ocorrer se o efeito estufa for ignorado.
(Poeira das Estrelas, págs 232 e 233)


Marte -> Devido às semelhanças e à proximidade da Terra, Marte é o planeta mais explorado e estudado. Conhecemos bem a sua superfície, repleta de vulcões e vales espetaculares, de dunas extensas e de pedras deixadas por impactos.
Recentemente, ficou claro que muitas das características da superfície marciana foram causadas pela água, com leitos de rios antigos e vales causados por enchentes. Alguns desses acidentes geológicos datam da infância do planeta, enquanto outros podem ser bem mais recentes, talvez formados apenas há alguns milhões de anos. O fato de água líquida ter existido em abundância do passado implica que a temperatura média de Marte era mais elevada que a atual, em média 50º mais baixa que a daqui. A água encontrada hoje, especialmente nas calotas polares, está congelada. Mas alguns cientistas acreditam que, no passado, Marte tinha oceanos, céu azul e chuva, produtos de uma atmosfera bem mais densa que a atual.
A possibilidade de que, no passado, a superfície de Marte tenha sido semelhante à da Terra de hoje imediatamente sugere que vida pode ter surgido lá também.
Ainda é cedo para concluir se existiu ou existe vida em Marte. Mas missões são necessárias, projetadas com o intuito de buscar indícios de vida em sua superfície e em seu subsolo. De qualquer forma, se existiu ou existe vida em Marte, certamente não era ou é inteligente. A menos, claro, que os marcianos saibam se esconder muito bem da gente...
(Poeira das Estrelas, págs 235, 236, 237 e 240)


Júpiter, Saturno e suas misteriosas luas -> Mais longe do Sol, as coisas mudam bastante. Os planetas deixam de ser rochosos e passam a ser esferas de gás agregadas pela própria gravidade. Os próximos candidatos à vida são os gigantes Júpiter e Saturno, e mais importante ainda, algumas de suas numerosas luas.
Dado que são constituídos por gases, esses planetas não têm uma superfície sólida, o que dificulta a possibilidade de vida. Fora isso, as enormes distâncias que os separam do Sol (Júpiter está 5 vezes mais distante do Sol que a Terra, enquanto a distância de Saturno é 9,5 vezes maior) tornam as temperaturas da atmosfera desses planetas muito baixas: em Júpiter, ela fica em torno de -150 ºC.
Por isso, são descartados os planetas, e é nas suas luas que existe alguma chance de encontrarmos vida.
Júpiter, atualmente, possui no mínimo 62 luas. Quatro delas (as maiores) foram descobertas pelo astrônomo italiano Galileu Galilei.
É Europa, a menor das quatro luas de Júpiter observadas por Galileu, que oferece a maior possibilidade de sustentar vida. Um pouco menor que a nossa Lua, Europa é um mundo misterioso: coberta por uma camada de gelo de 5 km, tem no interior uma camada líquida, aparentemente formada de água salgada, com profundidade estimada entre 50 e 100 km !
A descoberta de água em Europa sugere a possibilidade de que exista vida lá.
Outro corpo celeste extremamente interessante e misterioso é Titã, a maior lua de Saturno e segunda maior do Sistema Solar. Os astrônomos suspeitavam de que sua coloração avermelhada demonstrava algo raro e especial. Imagens recentes de radar obtidas pela sonda Cassini mostraram que a superfícia de Titã é repleta do que parecem ser lagos. Seria o único outro corpo do Sistema Solar com lagos de uma substância líquida. Como a temperatura lá é extremamente baixa (-180 ºC), não podem ser de água líquida. Tudo indica que seja de metano ou outros compostos que permanecem líquidos a temperaturas bem mais baixas.
(Poeira das Estrelas, págs 240, 242, 244, 246, 247 e 248)


Urano, Netuno e Plutão -> Continuando a exploração pelo Sistema Solar, chegamos aos seus três últimos planetas, Urano, Netuno e o pequenino Plutão.
Embora Plutão tenha sido recentemente rebaixado e não seja mais considerado um planeta como os outros, é importante sua inclusão aqui. Tal como Júpiter e Saturno, Urano e Netuno são gigantes gasosos, e por isso, como estes também possuem baixíssimas temperaturas e não têm superfície sólida, o que torna as condições não propícias à vida.
Plutão, considerado um objeto do Cinturão de Kuiper, pode ser rochoso, mas também possui temperaturas muito baixas e leva 248 anos para completar uma órbita ao redor do Sol.
(Poeira das Estrelas, págs 248 e 250)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A morte do Sol

Como será a morte do Sol?

Apesar da extrema eficiência do processo de fusão nuclear (hidrogênio convertido em hélio) no interior das estrelas, sabemos que nada dura pra sempre.
À medida que passa o tempo, quantidades maiores de hidrogênio são transformadas em hélio. O Sol, por exemplo, já converteu 5% de sua massa total, e isso demorou 4,6 bilhões de anos, um tempo enorme. Porém, um dia irá faltar hidrogênio, e a estrela terá de começar a queimar hélio. Quando o hélio aumenta, a luminosidade solar também aumenta: daqui a 1,1 bilhão de anos, o Sol será 10% mais luminoso, o que causará um aumento de temperatura desastroso para a vida na Terra.
Mesmo com o aumento de sua luminosidade, a fusão de hidrogênio ainda continuará por 5 bilhões de anos. O Sol encontra-se hoje no meio de sua vida (sequência principal). Quando o hidrogênio finalmente esgotar, nossa estrela iniciará uma luta desesperada para preservar sua existência, fundindo primeiro hélio em carbono e depois carbono em oxigênio.
Como esses núcleos têm ainda mais prótons, e portanto sofrem maior repulsão elétrica, serão necessários temperaturas e pressões ainda mais altas para sua fusão (por exemplo, a fusão do hélio em carbono só ocorrerá quando a temperatura do interior do Sol atingir a 100 milhões de graus!). Esse aumento de temperatura terá repercussões dramáticas para a estrela. Como os gases aquecidos tendem a se expandir, a estrela inflará, crescendo a até cem vezes o seu tamanho atual. Mercúrio será engolido e 30% de sua matéria será ejetada no espaço interplanetário. O Sol perderá gravidade, e a rotação dos planetas ficará desrregulada, fazendo com que Vênus passe para a órbita da Terra, a Terra para a órbita de Marte, e assim sucessivamente. Os oceanos do nosso planeta irão evaporar completamente, o calor será tão intenso que não será possível sobreviver nenhuma forma de vida.
A saga continua. A pressão no centro continuará crescendo. Quando a temperatura de seu interior chegar a 300 milhões de graus, o Sol passará por outra transformação. Agora, seu coração se transformará em uma anã branca, formadas por prótons e elétrons a densidades imensas: uma colher de sopa dessa matéria pesaria aqui na Terra por volta de 1 tonelada.
A energia liberada por essa última transformação viajará até a superfície do Sol com força explosiva, expelindo suas camadas mais externas para o espaço interplanetário a velocidades de dezenas de quilômetros por segundo.
Assim, o grande Sol, que um dia já chamamos de "astro-rei", será apenas uma anã branca, sem brilho e com uma nuvem de poeira em volta, que os astrônomos chamam de "nebulosa planetária", que espalha hidrogênio, hélio, carbono e um pouco de oxigênio pelo espaço.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

''This is Halloween'' no Cosmos




















Se assustou ? Esta imagem é digna de um Halloween. Não, mas eu não coloquei esta foto pra assustar. O que vemos é uma imagem em raios-x do aglomerado de galáxias Perseus, obtida pelo Observatório Chandra, na NASA.
Situado a 300 milhões de anos-luz de distância, esse aglomerado contém milhares de galáxias, embora nenhuma delas seja visível nesta foto.
Em vez disso, o Chandra visualizou a enorme nuvem de gás quente que permeia todo o aglomerado e que emite radiação altamente energética.
Neste caso, a imagem resulta numa sugestiva figura assustadora.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Buracos Negros

Buracos negros são resultado da explosão de uma estrela supergigante (uma estrela 10 vezes mais massiva que o Sol).

A explosão deixa um resíduo compacto demais até para uma estrela. Quando isso acontece, a estrela desaparece completamente, transformando-se em um buraco negro.

O núcleo fica tão comprimido nesse espaço diminuto que a força da gravidade tranca tudo á sua volta, impedindo até a luz de escapar.

Os buracos negros não podem ser vistos, mas sua presença pode ser detectada porque eles engolem a matéria circundante. A matéria forma espirais em torno do buraco negro, criando um disco tão quente que emite raios-X, que podem ser detectados por sondas espaciais.

A medida que se aproxima de um buraco negro, começa a sentir que a força da gravidade vai ficando maior. Quanto mais se aproximar, tanto maior será a velocidade que irá precisar para escapar de suas garras poderosas.

Se você fizesse a bobagem de entrar na barreira escura conhecida como "horizonte de evento", nunca mais sairia dali. E se você fosse realmente temerário e se aventurasse em qualquer ponto perto do centro, seria sugado do mundo dos vivos!



(Astronomia, O estudo do Universo, pág. 24)















Concepção artística retratando um buraco negro
distorcendo o espaço ao redor.

"Vida fora da Terra: Possível ?" - 03/03/10

Todos sabemos desse mistério que nos rodeia. Existe ou não vida fora da Terra ?
Claro que seria muito egoísmo de nossa parte pensar que estamos sós neste Universo enorme. Nossa galáxia, a Via Láctea, possui, mais ou menos, 200 bilhões de estrelas (algumas estimativas colocam esse número em dobro).
Imaginem o Universo ? Possui um tamanho de 50.000 anos-luz, onde obviamente existem muitos milhões de galáxias e bilhões de sistemas solares.
Por que não um planeta como o nosso ?
E os supostos "discos-voadores" que nos visitam ?
Por que os planetas encontrados são apenas gigantes gasosos como Júpiter ?
Algumas explicações para isso dia 03/03/10.
:D

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Eclipse em Saturno


























Esta é uma bela imagem capturada pela sonda Cassini. Um eclipse completo causado por Saturno. A Terra é difícil de observar: está mais ou menos acima, à esquerda, dentro do segundo maior anel.
A sonda Cassini-Huygens é uma missão conjunta da NASA e da Agência Espacial Européia. Atualmente está focada em duas luas intrigantes de Saturno: Titã e Encélado.

Pôr do Sol em Marte



















Pôr do Sol é um momento mágico, seja aqui ou em Marte.
Durante a sua missão, o robô Spirit registrou um momento de rara beleza - o pôr do Sol no planeta Marte, captado a partir da cratera Gusev.
É curioso verificar que o Sol em Marte parece dois terços menor, já que, em relação à Terra, o planeta vermelho encontra-se mais afastado do "astro-rei".
O pôr do Sol e as imagens da alvorada normalmente são utilizadas pelos cientistas para determinar características específicas da atmosfera marciana (é possível analisar a formação de nuvens de poeira, por exemplo).

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Vídeo

Trouxe este vídeo de uma simulação de um asteróide de 500 km chocando-se contra a Terra. Impressionante!


Fatos Curiosos

Alguns fatos interessantes.

1. A velocidade da luz, geralmente arredondada em 300.000 km/s, é de exatamente 299.792,548km/s.

2. São necessários 8 minutos e 17 segundos para a luz viajar da superfície do Sol à Terra.

3. A Terra gira à 1.600 km/h, mas viaja em sua órbita ao redor do Sol a mais de 107.000 km/h.

4. Se você conseguisse dirigir seu carro na vertical, direto para cima, levaria apenas 1 hora para chegar ao espaço (algo em torno de 65 km).

5. A Terra tem 4,56 bilhões de anos, a mesma idade da Lua e do Sol.

6. Se o Sol tivesse apenas 1 centímetro de diâmetro, a estrela mais próxima dele estaria à 285 quilômetros de distância.

7. Astronautas não conseguem arrotar quando no espaço – não existe gravidade para separar o líquido dos gasosos em seus estômagos.

8. 1/1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 de segundos antes do Big Bang, o Universo era do tamanho de uma ervilha.

9. O termômetro foi inventado em 1607 por Galileu Galilei.

10. Dentro de 5 bilhões de anos, o Sol ficará sem energia e se transformará em uma “gigante vermelha”.

11. O Universo contém mais de 10 bilhões de galáxias.

12. Cerca de 1 quatrilhão de neutrinos do Sol passava pelo seu corpo enquanto você lia esta frase.

13. A cada hora, o Universo se expande 1,6 bilhões de quilômetros (1 bilhão de quilômetros em cada direção).

14. Parte da interferência da sua TV se deve as ondas do Big Bang que gerou o Universo.

15. Mesmo viajando à velocidade da luz, seriam necessários 2 milhões de anos para ir da Terra até a galáxia mais próxima, Andrômeda.

16. Um dedal de neutros de uma estrela pesa mais de 100 milhões de toneladas.

17. Daqui a 2,9 bilhões de anos, as galáxias Via Láctea e Andrômeda irão se chocar uma contra a outra.

Avalanche no planeta vermelho .


Uma nave espacial da NASA (Mars Reconnaissance Orbiter) captou pela primeira vez uma avalanche gerada junto ao Pólo Norte de Marte. É possível identificar na imagem uma nuvem de poeira e gelo. Esta imagem foi captada dia 19 de fevereiro de 2008.
Esta é mais uma evidência de que Marte é um planeta dinâmico, apesar de sua superfície estar fossilizada há muitos milhões de anos. Só falta agora encontrar marcianos soterrados pelo avalanche !

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Blog novo

Oi pessoal, estou criando este blog para falar mais sobre o Universo. Ainda está em reforma. Abraços.