sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A morte do Sol

Como será a morte do Sol?

Apesar da extrema eficiência do processo de fusão nuclear (hidrogênio convertido em hélio) no interior das estrelas, sabemos que nada dura pra sempre.
À medida que passa o tempo, quantidades maiores de hidrogênio são transformadas em hélio. O Sol, por exemplo, já converteu 5% de sua massa total, e isso demorou 4,6 bilhões de anos, um tempo enorme. Porém, um dia irá faltar hidrogênio, e a estrela terá de começar a queimar hélio. Quando o hélio aumenta, a luminosidade solar também aumenta: daqui a 1,1 bilhão de anos, o Sol será 10% mais luminoso, o que causará um aumento de temperatura desastroso para a vida na Terra.
Mesmo com o aumento de sua luminosidade, a fusão de hidrogênio ainda continuará por 5 bilhões de anos. O Sol encontra-se hoje no meio de sua vida (sequência principal). Quando o hidrogênio finalmente esgotar, nossa estrela iniciará uma luta desesperada para preservar sua existência, fundindo primeiro hélio em carbono e depois carbono em oxigênio.
Como esses núcleos têm ainda mais prótons, e portanto sofrem maior repulsão elétrica, serão necessários temperaturas e pressões ainda mais altas para sua fusão (por exemplo, a fusão do hélio em carbono só ocorrerá quando a temperatura do interior do Sol atingir a 100 milhões de graus!). Esse aumento de temperatura terá repercussões dramáticas para a estrela. Como os gases aquecidos tendem a se expandir, a estrela inflará, crescendo a até cem vezes o seu tamanho atual. Mercúrio será engolido e 30% de sua matéria será ejetada no espaço interplanetário. O Sol perderá gravidade, e a rotação dos planetas ficará desrregulada, fazendo com que Vênus passe para a órbita da Terra, a Terra para a órbita de Marte, e assim sucessivamente. Os oceanos do nosso planeta irão evaporar completamente, o calor será tão intenso que não será possível sobreviver nenhuma forma de vida.
A saga continua. A pressão no centro continuará crescendo. Quando a temperatura de seu interior chegar a 300 milhões de graus, o Sol passará por outra transformação. Agora, seu coração se transformará em uma anã branca, formadas por prótons e elétrons a densidades imensas: uma colher de sopa dessa matéria pesaria aqui na Terra por volta de 1 tonelada.
A energia liberada por essa última transformação viajará até a superfície do Sol com força explosiva, expelindo suas camadas mais externas para o espaço interplanetário a velocidades de dezenas de quilômetros por segundo.
Assim, o grande Sol, que um dia já chamamos de "astro-rei", será apenas uma anã branca, sem brilho e com uma nuvem de poeira em volta, que os astrônomos chamam de "nebulosa planetária", que espalha hidrogênio, hélio, carbono e um pouco de oxigênio pelo espaço.

2 comentários:

  1. fabiana dos santos7/4/11 21:40

    esse testo e muito interessante,e ajuda as pessoas a saber mais um pouco sobre a morte do sol

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  2. fabiana dos santos7/4/11 21:43

    eu gostei muito desse texto por que ele enssina muita coisa sobre a morte do sol

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