quarta-feira, 3 de março de 2010

"Vida fora da Terra: Possível ?"

Antes eu havia comentado sobre uma postagem que faria hoje.
A questão da vida fora da Terra: possível ou não?
Veremos agora.


VIDA FORA DA TERRA: POSSIBILIDADES

Desde que os cientistas descobriram maneiras de verificar a existência de planetas orbitando outras estrelas no Universo, a conta de astros do gênero não para de aumentar. Em agosto de 2007 podia-se contar aproximadamente 250.
Mas, os que esperam encontrar outra Terra perdida em algum recanto oculto do Universo ainda vão ter que esperar.
Por enquanto, os furos na peneira representada pela metodologia usada estão flagrando apenas gigantes gasosos semelhantes à Júpiter, maior planeta do nosso sistema, e em geral maiores do que ele. Vários desses astros completam sua órbita em um dia, enquanto Mercúrio, o mais rápido do nosso sistema, leva 88 dias para dar uma volta em torno do Sol.
A proximidade de suas estrelas tornam a temperatura desses planetas insuportavelmente alta, portanto, a possibilidade da existência de vida em astros desse gênero é muito remota.
E a vida no nosso próprio Sistema Solar ? Como é que fica ?
Existe muita pouca chance de haver. Examinaremos os astros que foram estudados e descartados:

Mercúrio e Lua -> O planeta mais próximo do Sol é muito semelhante à nossa Lua. Parece estranho começarmos nossa exploração sobre a possibilidade de vida no Sistema Solar agrupando Mercúrio e a Lua. Os corpos celestes têm muito em comum: não têm água, atmosfera ou campos magnéticos. Suas superfícies são semelhantes, com milhares de crateras, cicatrizes de impactos que ocorreram no passado. A falta de água é considerada um sério problema; pelo que sabemos, a vida precisa de água. É difícil imaginar um ser vivo sem ela. Isso porque a água, sendo um solvente muito eficiente, é um meio ideal para reações químicas. Outros meios vêm sendo propostos, como argila e certos cristais, mas a água ainda é o mais natural. A ausência de atmosfera e campos magnéticos proíbe de vez a existência de vida. Tanto Mercúrio como a Lua estão sujeitos a um bombardeio constante de raios cósmicos, meteoros e doses letais de radiação ultravioleta (UV3) e outras partículas vindas do Sol. Nem mesmo as moléculas orgânicas mais simples conseguiriam sobreviver em ambientes tão hostis. A conclusão é que ambos não oferecem condições para a existência de vida.
(Poeira das Estrelas, págs 230 e 231)


Vênus -> Infelizmente a possibilidade de vida inteligente ou qualquer outra em Vênus é muito remota. Com 95% do raio e 82% da massa da Terra, Vênus, a Estrela D'Alva, símbolo de beleza e perfeição, é na verdade um verdadeiro inferno. Vítima de um efeito estufa fora de controle, o planeta é coberto por uma atmosfera tão espessa e quente que é impossível de ver sua superfície, onde a temperatura pode chegar a 475 ºC ! Imagens de radar obtidas por telescópios da Terra e por sondas enviadas diretamente até lá, como as Venera, da Rússia e Pioneer e Magellan, dos EUA, nos permitem decifrar o que existem sob as nuvens: planícies não muito altas, dominadas por duas concentrações mais elevadas e algumas crateras. Outra característica da superfície de Vênus é a presença de vulcões e campos enormes cobertos de lava. Possivelmente, alguns desses vulcões continuam ativos. A composição atmosférica também não ajuda: 96,5% de dióxido de carbono e 3,5% de nitrogênio. Não existe qualquer traço de oxigênio ou água. Para piorar a situação, a região externa é cercada por nuvens de ácido sulfúrico e partículas de enxofre.
Nossa Estrela D'Alva, inspiradora de tantos poemas e canções, é uma jóia apenas quando vista de longe. Mas de perto, é um exemplo aterrorizador do que pode ocorrer se o efeito estufa for ignorado.
(Poeira das Estrelas, págs 232 e 233)


Marte -> Devido às semelhanças e à proximidade da Terra, Marte é o planeta mais explorado e estudado. Conhecemos bem a sua superfície, repleta de vulcões e vales espetaculares, de dunas extensas e de pedras deixadas por impactos.
Recentemente, ficou claro que muitas das características da superfície marciana foram causadas pela água, com leitos de rios antigos e vales causados por enchentes. Alguns desses acidentes geológicos datam da infância do planeta, enquanto outros podem ser bem mais recentes, talvez formados apenas há alguns milhões de anos. O fato de água líquida ter existido em abundância do passado implica que a temperatura média de Marte era mais elevada que a atual, em média 50º mais baixa que a daqui. A água encontrada hoje, especialmente nas calotas polares, está congelada. Mas alguns cientistas acreditam que, no passado, Marte tinha oceanos, céu azul e chuva, produtos de uma atmosfera bem mais densa que a atual.
A possibilidade de que, no passado, a superfície de Marte tenha sido semelhante à da Terra de hoje imediatamente sugere que vida pode ter surgido lá também.
Ainda é cedo para concluir se existiu ou existe vida em Marte. Mas missões são necessárias, projetadas com o intuito de buscar indícios de vida em sua superfície e em seu subsolo. De qualquer forma, se existiu ou existe vida em Marte, certamente não era ou é inteligente. A menos, claro, que os marcianos saibam se esconder muito bem da gente...
(Poeira das Estrelas, págs 235, 236, 237 e 240)


Júpiter, Saturno e suas misteriosas luas -> Mais longe do Sol, as coisas mudam bastante. Os planetas deixam de ser rochosos e passam a ser esferas de gás agregadas pela própria gravidade. Os próximos candidatos à vida são os gigantes Júpiter e Saturno, e mais importante ainda, algumas de suas numerosas luas.
Dado que são constituídos por gases, esses planetas não têm uma superfície sólida, o que dificulta a possibilidade de vida. Fora isso, as enormes distâncias que os separam do Sol (Júpiter está 5 vezes mais distante do Sol que a Terra, enquanto a distância de Saturno é 9,5 vezes maior) tornam as temperaturas da atmosfera desses planetas muito baixas: em Júpiter, ela fica em torno de -150 ºC.
Por isso, são descartados os planetas, e é nas suas luas que existe alguma chance de encontrarmos vida.
Júpiter, atualmente, possui no mínimo 62 luas. Quatro delas (as maiores) foram descobertas pelo astrônomo italiano Galileu Galilei.
É Europa, a menor das quatro luas de Júpiter observadas por Galileu, que oferece a maior possibilidade de sustentar vida. Um pouco menor que a nossa Lua, Europa é um mundo misterioso: coberta por uma camada de gelo de 5 km, tem no interior uma camada líquida, aparentemente formada de água salgada, com profundidade estimada entre 50 e 100 km !
A descoberta de água em Europa sugere a possibilidade de que exista vida lá.
Outro corpo celeste extremamente interessante e misterioso é Titã, a maior lua de Saturno e segunda maior do Sistema Solar. Os astrônomos suspeitavam de que sua coloração avermelhada demonstrava algo raro e especial. Imagens recentes de radar obtidas pela sonda Cassini mostraram que a superfícia de Titã é repleta do que parecem ser lagos. Seria o único outro corpo do Sistema Solar com lagos de uma substância líquida. Como a temperatura lá é extremamente baixa (-180 ºC), não podem ser de água líquida. Tudo indica que seja de metano ou outros compostos que permanecem líquidos a temperaturas bem mais baixas.
(Poeira das Estrelas, págs 240, 242, 244, 246, 247 e 248)


Urano, Netuno e Plutão -> Continuando a exploração pelo Sistema Solar, chegamos aos seus três últimos planetas, Urano, Netuno e o pequenino Plutão.
Embora Plutão tenha sido recentemente rebaixado e não seja mais considerado um planeta como os outros, é importante sua inclusão aqui. Tal como Júpiter e Saturno, Urano e Netuno são gigantes gasosos, e por isso, como estes também possuem baixíssimas temperaturas e não têm superfície sólida, o que torna as condições não propícias à vida.
Plutão, considerado um objeto do Cinturão de Kuiper, pode ser rochoso, mas também possui temperaturas muito baixas e leva 248 anos para completar uma órbita ao redor do Sol.
(Poeira das Estrelas, págs 248 e 250)

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