quinta-feira, 27 de maio de 2010

O sumiço temporário das faixas de Júpiter



A atmosfera de Júpiter é composta basicamente por hidrogênio e hélio, mas também por traços de água, amônia e metano. A velocidade dos ventos supera facilmente os 500 km/h, o que deixa o ambiente bem turbulento. Basta notar os incontáveis vórtices e manchas salpicados na “superfície”. A principal mancha, a Grande Mancha Vermelha, é uma tempestade que já dura mais de 400 anos e não dá sinais de enfraquecer. Aliás, pelo contrário: ela parece estar ficando cada vez mais intensa.

Outro aspecto marcante de Júpiter e sua atmosfera é a coloração das nuvens, basicamente alternando faixas mais claras, quase brancas (chamadas de zonas) e faixas mais escuras e marrons (chamadas de cinturões). As diferenças entre as cores são decorrentes das diferentes composições químicas e as reações que ocorrem na atmosfera. Agora duas das faixas marrons simplesmente sumiram!

Desde o ano passado já se notava que duas faixas marrons conhecidas como Cinturão Equatorial Sul (SEB, em inglês) estavam sumindo. Agora em maio elas desapareceram de vez. Esse tipo de desaparecimento já foi observado antes em várias ocasiões, mas até agora não há explicações para o fenômeno. Em geral, dura dois anos, mas não ocorre em intervalos regulares.

Uma hipótese para esse sumiço misterioso é que na verdade a SEB esta lá, mas escondida abaixo de nuvens de gelo de amônia, que são mais claras. A questão é saber o que causou o aparecimento dessas nuvens em escala planetária. Uma explicação leva em conta as mudanças na direção dos ventos que trouxeram material rico em amônia sobre a SEB. Ainda assim, por que o material somente se acumulou sobre essas duas faixas ao sul?

Nas outras ocasiões em que a SEB desapareceu, sua volta foi marcante. De início uma pequena mancha apareceu em Júpiter. Em seguida, uma série de tempestades violentas, com vórtices pronunciados, se espalharam por toda a região sul. Esse reaparecimento é esperado para qualquer momento nos próximos dois anos. Será um espetáculo acessível para qualquer telescópio de pequeno porte.

Fonte: http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

sábado, 22 de maio de 2010

Não há vulcões apenas na Europa...




Não é só a Europa que sofre com as cinzas lançadas por vulcões. Marte também sofre (ou já sofreu).

Esta bela imagem de Marte, obtida pela câmera estéreo de alta resolução da sonda Mars Express, mostra um efeito curioso. Retrata o Meridiani Planum, uma planície que fica na borda nordeste das terras altas de Marte e que tem o tamanho aproximado da Ilha de Chipre.
O material escuro está no fundo de uma cratera de impacto com 50 km de diâmetro e as partes mais leves desse material foram levadas pelo vento até a cratera menor de 15 km, aproximadamente. Dá para perceber que ela se acumulou na borda superior. Estranhamente, a cratera mais abaixo, com uns 34 km de diâmetro, está limpa do material, o que sugere que não é muito profunda, de modo que não há condições para acumular material.
A origem desse material todo é incerta. Suspeita-se que tenha sido trazido da região vulcânica de Tharsis, mas não há certeza ainda.