domingo, 27 de novembro de 2011

Cientistas simulam exploração de Marte e Lua em deserto de Mojave

Simulação de uma atividade extra-veicular geotécnica de um rover pressurizado equipado com portas traseiras.
Créditos da imagem:
NASA Haughton-Mars Projeto Campo 2011/Mojave Lorber Teste /Kira




NASA e uma equipe de pesquisadores internacionais de Marte e do Instituto SETI retornaram ao deserto de Mojave este mês para completar uma série de testes de campo e simulações. Esses testes tiveram como objetivo investigar como os seres humanos irão realizar pesquisas geotécnicas na Lua ou em Marte.

O ambiente inóspito e o sol intenso da região apresentam-se aos cientistas como oportunidades perfeitas para estudar os locais que são semelhantes ao que exploradores se encontrariam na Lua ou em Marte. Parceiros de outras pesquisas incluem Carnegie Mellon University e empresas aeroespaciais Hamilton Sundstrand, Windsor Locks, Conn., e Honeybee Robotics, Pasadena, Califórnia.


As simulações Mojave foram concebidas para estudar como uma equipe de astronautas iria caracterizar as propriedades geotécnicas de um local, tais como a composição e a densidade dos materiais de superfície, o seu conteúdo de água e da rugosidade do terreno. Como parte da caracterização dos locais por exploradores humanos, amostras de solo foram coletadas para análise microbiológica. As amostras de solo serão analisadas em laboratório por seu conteúdo microbiano para compreender melhor o potencial astrobiológico oferecido por ambientes similares em Marte.

sábado, 26 de novembro de 2011

NASA lança robô Curiosity com missão à Marte

Foguete Atlas decola na Flórida levando o jipe robô Curiosity ao espaço (Foto: AP)


A agência espacial americana (NASA) lançou com sucesso o jipe robô Curiosity rumo a Marte às 13h02 deste sábado (26).
Ao custo de US$ 2,5 bilhões, o Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta.
A nave agora faz uma viagem de oito meses e meio até o planeta, onde deve pousar entre 10h e 10h30 de 5 de agosto de 2012. O Curiosity vai passar dois anos (terrestres) em Marte, procurando sinais de que há (ou houve) condições para abrigar formas de vida.

Fonte: 
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/jipe-robo-curiosity-e-lancado-rumo-marte.html

sábado, 19 de novembro de 2011

Lua de Júpiter pode ter oceano de água

Em um artigo histórico na revista “Nature”, cientistas do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins afirmam ter encontrado evidências de um grande lago abaixo da superfície de Europa, uma das luas galileanas de Júpiter.






Ainda analisando os dados da Galileo é que a equipe de Britney Schmidt, da Universidade do Texas, parece ter descoberto um mecanismo de fragmentação da crosta de gelo. Isso é de fundamental importância, pois como um lago coberto por uma grossa camada de gelo poderia receber substâncias da superfície que poderiam atuar até mesmo como nutrientes? Se o gelo for muito grosso e não se partir, o lago seria um sistema fechado, sem que material externo pudesse entrar.
A equipe liderada por Schmidt se concentrou em duas regiões circulares em uma imagem da Galileo, que são muito semelhantes a regiões congeladas em glaciares terrestres. Com base na observação da quebra da capa de gelo nessas regiões, a equipe de astrônomos desenvolveu um mecanismo semelhante para Europa.
Composta por quatro etapas, essa teoria prevê não apenas que o gelo se parta, mas mostra também como o material da superfície pode se misturar vigorosamente com o lago abaixo da superfície. Isso garantiria que o lago pudesse receber nutrientes vindo de fora facilitando a presença de vida.


Fontehttp://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2011/11/17/quebrando-o-gelo-europeu/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Seu peso em outros planetas

Curioso para saber quanto pesaria se estivesse em outro planeta? É só clicar no link abaixo:

http://www.ufsm.br/mastr/pesos.htm

terça-feira, 14 de junho de 2011

Estudos preveem que o Sol ficará calmo por longo período


O sol deve experimentar um prolongado período de calma, segundo três estudos publicados nesta terça-feira e baseados em várias observações que levam a uma mesma conclusão. Astrônomos têm notado especialmente uma diminuição das manchas solares - indicadores de atividade magnética - e uma lentidão da atividade perto dos polos, sinais de que o Sol se dirige a um período prolongado de calma, segundo cientistas do Observatório Solar Nacional (NSO, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea.
Enquanto o ciclo atual do Sol - ciclo 24, iniciado em 2008 - começa a acelerar sua atividade para um máximo que se mede em quantidade de manchas, pesquisas sobre a atividade interna do astro, sua superfície visível e sua coroa, que corresponde à alta atmosfera, levam a crer que o próximo ciclo poderia ser extremamente calmo ou até mesmo não acontecer.
"Isto é muito incomum e inesperado", afirmou Frank Hill, diretor adjunto do NSO, ao comentar os resultados dos estudos, e principal autor de um deles. "O fato de que três observações totalmente distintas do Sol apontem na mesma direção é uma indicação sólida de que o ciclo das manchas solares poderia se encaminhar para uma hibernação", acrescentou.
O resultado dos estudos foi revelado na conferência anual da divisão de física solar da Sociedade de Astronomia americana, reunida esta semana na Universidade de Novo México em Las Cruces. O número de manchas solares e outras manifestações do Sol aumentam e diminuem a cada 11 anos, aproximadamente, um período que corresponde à metade do tempo ao fim do qual se invertem os pólos magnéticos, um fenômeno que ocorre na Terra a cada 250 mil anos, em média.
A primeira questão que vem à tona é saber se esta lentidão da atividade solar pressagia um segundo "Mínimo de Maunder", um período de 70 anos, de 1645 a 1715, sem nenhuma mancha solar, destacam os cientistas.

domingo, 29 de maio de 2011

Por que o céu é azul?

 

 A resposta está em como os raios solares interagem com a atmosfera. Quando a luz passa através de um prisma, o espectro é quebrado num arco-íris de cores.

Nossa atmosfera faz o mesmo papel, atuando como uma espécie de prisma onde os raios solares colidem com as moléculas e são responsáveis pelo dispersão do azul.

         
Quando olhamos a cor de algo, é porque este "algo" refletiu ou dispersou a luz de uma determinada cor associada a um comprimento de onda. Uma folha verde utiliza todas as cores para fazer a fotossíntese, menos o verde, porque esta foi refletida. Devido ao seu pequeno tamanho e estrutura, as minúsculas moléculas da atmosfera difundem melhor as ondas com pequenos comprimentos de onda, tais como o azul e violeta. As moléculas estão espalhadas através de toda a atmosfera, de modo que a luz azul dispersada chega aos nossos olhos com facilidade. 
          Luz azul é dispersada dez vezes mais que luz vermelha.
         
         A luz azul tem uma frequência ( ciclos de onda por segundo ) que é muito próximo da frequência de ressonância dos átomos, ao contrário da luz vermelha. Logo a luz azul movimenta os elétrons nas camadas atômicas da molécula com muito mais facilidade que a vermelha. Isso provoca um ligeiro atraso na luz azul que é re-emitida em todas as direções num processo chamado dispersão de Rayleigh ( Físico inglês do século 19 ). A luz vermelha, que não é dispersa e sim transmitida, continua em sua direção original, mas quando olhamos para o céu é a luz azul que vemos porque é a que foi mais dispersada pelas moléculas em todas as direções.
          Luz violeta tem comprimento de onda menor que luz azul, portanto dispersa-se mais na atmosfera que o azul. Porque então não vemos o céu violeta ? Porque não há suficiente luz ultravioleta. O sol produz muito mais luz azul que violeta.
         Quando o céu está com cerração, névoa ou poluição, há partículas de tamanho grande que dispersam igualmente todos os comprimentos de ondas, logo o céu tende ao branco pela mistura de cores. Isso é mais comum na linha do horizonte.  
No vácuo do espaço extraterrestre, onde não há atmosfera, os raios do sol não são dispersos, logo eles percorrem uma linha reta do sol até o observador. Devido a isso os astronautas vêem um céu negro. 
          Em Júpiter o céu também é azul porque ocorre o mesmo tipo de dispersão do azul na atmosfera do planeta como na Terra. Porém em Marte o céu é cor de rosa, ja que há excessiva partículas de poeira na atmosfera Marciana devido à presença de óxidos de ferro originários do solo. Se a atmosfera de Marte fosse limpa da poeira, ela seria azul, porém um azul mais escuro já que a atmosfera de Marte é muito mais rarefeita.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fatos Curiosos - Parte 2

1. Planetas, constelações e estrelas formam apenas 4% do universo. O resto é feito de matéria escura, um tipo estranho de matéria sobre a qual os cientistas não sabem nada.


2. Via Láctea e Andrômeda não só se chocarão formando uma só galáxia, como também viajam pelo espaço em direção ao aglomerado de Virgem, formado por centenas de outras galáxias.


3. A estrela mais luminosa da Via Láctea é a Eta Carinae, que emite 5 milhões de vezes mais energia que o Sol.


4. Já a estrela mais brilhante descoberta pelo ser humano é a supernova SN1987A, da galáxia Grande Nuvem de Magalhães. Sua luminosidade é maior do que sua própria galáxia. 


5. O Sol é 330.000 vezes maior que a Terra. Aliás, você sabia que o Sol possui 99,9% de toda a matéria do Sistema Solar?

6. A temperatura da Lua pode chegar a 100º C durante o dia lunar e -175º C à noite.

7. A Terra não é exatamente uma esfera. Ela é geóide (equivale mais ou menos a um formato de grão-de-bico).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Astrônomos descobrem ''planetas solitários'' vagando pelo Universo

Planeta
Corpos vagam pelo espaço sem atração de estrelas


Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira (18) a descoberta de planetas que não são atraídos por uma estrela. Ao contrário dos planetas do Sistema Solar, que são guiados pelo Sol, esses novos corpos celestes viajam solitários pelo universo. A descoberta foi publicada hoje na revista Nature. Em uma varredura do cosmo realizada por dois anos, foram encontrados dez planetas com aproximadamente a massa de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema. Eles estão a uma distância tão grande da estrela mais próxima que, segundo os astrônomos, pode-se dizer que alguns deles flutuam livres pela Via Láctea.
Mais de 500 desses tipos de planetas foram identificados desde 1995. Mas esses são os primeiros do tamanho de Júpiter que parecem desconectados das estrelas. A descoberta indica que existem mais planetas solitários com a massa de Júpiter que ainda não podem ser vistos. A estimativa dos astrônomos é que haja duas vezes mais desse tipo de planeta do que de estrelas. Para David Bennet, cientista da Nasa, a pesquisa é como um censo populacional.
- Nós analisamos uma parte da galáxia e, a partir desses dados, podemos estimar o total da galáxia.
Os novos planetas foram descobertos a uma distância entre 10 e 500 unidades astronômicas (UA) de uma estrela. A UA é uma medida-padrão, que compreende a distância entre a Terra e o Sol, de cerca de 150 milhões de quilômetros. Por comparação, Júpiter está a apenas 5 UA do Sol, enquanto Netuno, o planeta mais longínquo do nosso Sistema Solar, a 30.

Teoria dos planetas
A teoria da fundação planetária diz que os planetas são aglomerados de poeira e gás atraídos por suas estrelas – eles são condenados a orbitar em volta delas até que a estrela queime todo o seu combustível. O artigo sugere que esses planetas distantes se libertaram da atração gravitacional em uma fase muito precoce.
- Eles podem ter se formado em discos protoplanetários e, após isso, se dispersado no vazio ou em órbitas muito distantes.
O estudo foi escrito por duas equipes que usaram microlentes gravitacionais para analisar dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea em um período de dois anos. Segundo essa técnica, uma estrela mais próxima passa em frente à outra, distante. O brilho da estrela longínqua é amplificado.
Segundo disse o astrônomo alemão Joachim Wambsganss, em comentário publicado na Nature, as implicações da descoberta são profundas.
- Temos um primeiro olhar de uma nova população de objetos de massa planetária em nossa galáxia. Agora precisamos explorar suas propriedades, distribuições, estados dinâmicos e história.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Voyagers 1 e 2, 40 anos de história

As naves gêmeas Voyager 1 e 2, lançadas há mais de 30 anos em direção aos gigantes gasosos do Sistema Solar, estão prestes a fazer história mais uma vez. Elas estão próximas de escapar do nosso Sistema Solar, lá longe.


Lançadas na década de 1970, aproveitando um raro alinhamento dos planetas externos do Sistema Solar, mais especificamente, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, as duas sondas Voyager nunca deixaram de trabalhar até hoje.


Voyager 1 visitou Júpiter e Saturno e em 1980 usou a gravidade deste último para “estilingar” para fora plano do Sistema Solar. Já a Voyager 2 passou, além de Júpiter e Saturno, por Urano e Netuno e usou a gravidade do último para fazer algo parecido.



São tantas as descobertas que fica difícil de enumerá-las: os vulcões ativos em Io, evidências de um oceano por baixo da camada de gelo em Europa (ambos satélites de Júpiter), os primeiros indícios de chuva de metano em Titã (a maior lua de Saturno), o eixo deslocado de Urano, gêiseres em Tritão (uma das luas de Netuno) e muita informação sobre o vento solar. Depois de tantas descobertas, as duas naves singram para o vazio interestelar.
Mas isso não as torna inativas! Mesmo que sem nenhum planeta por perto, alguns instrumentos das Voyagers foram mantidos ligados para monitorar a heliosfera. A heliosfera é uma bolha de plasma e campo magnético que engloba todo o Sistema Solar. Algumas estimativas dizem que ela se estende até uma distância três vezes maior que a distância entre o Sol e Plutão. Conforme as Voyagers se afastam do Sol, mais fraca fica a heliosfera, claro. Mas, subitamente, as leituras das sondas começaram a ficar confusas, indicando uma região de turbulência no espaço. Essa região é a heliopausa, a transição entre o que podemos chamar de Sistema Solar e o espaço interestelar. Em outras palavras, a fronteira final.
Mas, o aspecto mais fascinante desta fase da missão é pensar que em breve as naves Voyager vão deixar o Sistema Solar carregando consigo uma mensagem terrestre. As duas naves levam dois discos banhados a ouro com gravações de sons da Terra, que vão desde cães latindo, a saudações em diversas línguas faladas na Terra, inclusive português. Além delas, uma seleção de músicas também está gravada neste disco, junto com algumas imagens e diagramas que permitiriam que civilizações extraterrestres pudessem localizar o local de partida das naves.

Fonte: http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2011/04/28/voyager-fazendo-historia-ha-40-anos/

domingo, 17 de abril de 2011

Maior estrela já descoberta

Neste vídeo temos uma comparação de tamanho entre o nosso Sol e as estrelas Eta Carinae, Betelgeuse e VY Canis Majoris.

sábado, 2 de abril de 2011

Camadas da atmosfera da Terra





Essa imagem incrível obtida pela ISS São detalhes vívidos das camadas da atmosfera da Terra.

Abaixo o escuro da noite no planeta.


Acima o laranja escuro e amarelo da troposfera do planeta que contém 80% da atmosfera e quase todas as nuvens do céu.

Acima da troposfera, uma faixa azul com nuvens brancas.

É a estratosfera, parte da atmosfera da Terra onde os aviões voam.

Mais acima com bandas de azul mais escuro são os maiores e mais finos níveis atmosféricos que gradualmente vão desaparecendo no vazio frio e escuro do espaço sideral.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nova foto do Hubble mostra galáxia na constelação de Ursa Maior




Galáxia NGC 2841 Ursa Maior (Foto: Nasa / ESA)
(Foto: Nasa / ESA)




Uma nova imagem divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa) mostra a galáxia NGC 2841, uma espiral localizada na direção da constelação da Ursa Maior. 

O conjunto de estrelas está a 46 milhões de anos-luz de distância da Terra. 

A foto foi obtida com o Telescópio Espacial Hubble, com quatro filtros de cor diferentes e dados tanto em luz visível como em ondas infravermelhas e ultravioletas.

 Os pontos azuis, nos 'braços' da galáxia espiral, mostram estrelas grandes e jovens.



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sonda Stardust visita cometa Tempel 1



Nos EUA, o dia 14 de fevereiro é o equivalente do nosso dia dos namorados. Nesse dia, além das trocas de presentes e dos tradicionais votos, há vários jantares e encontros pelo país afora. Mas, neste ano, o encontro mais importante aconteceu no espaço. A sonda Stardust tinha um compromisso seríssimo com um cometa!
A Stardust é uma sonda destinada a estudar o asteroide 5535 Annefrank e o cometa Wild 2. Com 300 kg, ela foi lançada em fevereiro de 1999 e, já em 15 de janeiro de 2006, entrava para a história. Ao atravessar a coma (a “cabeleira”, a nebulosa mais próxima do núcleo de um cometa) do Wild 2, ela coletou amostras de poeira, que ficaram presas em um “aerogel” e foram remetidas de volta à Terra.
Com a chegada intacta da cápsula, as amostras foram enviadas a um laboratório da Nasa para análise.
Só isso já bastaria para garantir seu lugar na história, mas, logo em seguida a esse feito, a Stardust recebeu nova missão. Como estava totalmente operacional e com combustível, foi manobrada para perseguir e sobrevoar o cometa Tempel 1 neste último dia 14.
O Tempel 1 não é um cometa qualquer. Em 4 de julho de 2005, ele foi atingido por um bloco de 370 kg lançado pela sonda Deep Impact. O objetivo dessa agressão era provocar uma pluma de destroços vindos de camadas abaixo da superfície do cometa e, portanto, menos expostas à ação de ventos e radiações solares. Essa pluma foi estudada tanto pela Deep Impact quanto pelos telescópios em terra.
Agora, a Stardust foi direcionada para passar a cerca de 180 km do núcleo do Tempel 1 e examinar sua superfície. Essa segunda olhada acontece depois que o cometa passou duas vezes pelo seu periélio (o ponto de menor distância ao Sol)após o primeiro encontro. A ideia é ver as alterações sofridas pelo núcleo nesse tempo todo. Há também esperanças de ver a cratera produzida pela Deep Impact em 2005, mas isso envolve outras variáveis, como a rotação do núcleo.
As imagens estão sendo divulgadas conforme chegam da sonda, ainda sem nenhuma análise. Na foto acima, por exemplo, mostra o núcleo quando a aproximação era máxima.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Esta imagem, tirada pela câmera do telescópio Hubble, mostra a NGC 4696, a maior galáxia do aglomerado de Centaurus (à direita).

A faixa de poeira enorme que varre toda a face da galáxia, com cerca de 30 mil anos-luz de largura, faz com que ela pareça diferente da maioria das galáxias elípticas.

Estranhos filamentos finos de hidrogênio ionizado são visíveis dentro dela, dando um efeito de mármore ao centro brilhante da galáxia.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pôr do Sol em Marte capturado pela Mars Rover Opportunity

Uma sequência de fotos tiradas com a PanCam. O aparelho precisa de um intervalo de 4 segundos entre uma imagem e outra. Para isso, foi preciso simular imagens que preenchessem esses buracos. Simplesmente fantástico! O vídeo pode ser visto aqui: 





Tecnologia de satélite permite medir melhor energia solar, dizem cientistas


Cientistas norte-americanos descobriram que a tecnologia de instrumentos em satélites pode ser determinante para medir com precisão a energia que o Sol envia à Terra, garantindo que o conhecimento que pode ajudar na compreensão das mudanças climáticas no planeta. As afirmações foram feitas na publicação científica "Geophysical Research Letters".
Greg Kopp, do Laboratório de Física Atmosféricas e Espacial (Lasp, na sigla em inglês), espaço ligado à Universidade de Colorado em Boulder, e Judith Lean, do Laboratório de Pesquisas Navais dos Estados Unidos, mediram o nível total da irradiação solar e descobriram valores menores que os registrados em 32 anos de monitoramento.
Segundo os pesquisadores, esse achado levará satélites novos a trabalharem melhor para resolver a questão sobre se as flutuações solares afetam ou não o aumento médio na temperatura da Terra.
Durante estudos sobre a estrela, os pesquisadores notaram que o instrumento utilizado havia recebido recentemente um novo design óptico e calibragem, o que melhorou a precisão das medições. Esta ferramenta é o Monitor de Irradiação Total (TIM, na sigla em inglês), atualmente a bordo da nave Sorce (Solar Radiation and Climate Experiment ou Experimento sobre Radiação e Clima Solares, em tradução livre), na agência espacial norte-americana (Nasa).

A calibragem mais apurada do TIM, feita em solo terrestre pela equipe do Lasp, foi o que gerou medições mais precisas da energia solar dissipada na comparação com a calibragem anterior, oferecida pelo Instituto de Padrões e Tecnologia norte-americano (NIST, na sigla em inglês), agência federal responsável por estabelecer medidas e padrões à indústria nos Estados Unidos.
Uma das vantagens da pesquisa de Kopp e Lean é o auxílio à comunidade científica voltada ao estudo do clima para saber quais são as causas naturais e as humanas para o aquecimento global.
Durante um ciclo solar, período de referência para medir a atividade do astro e que dura 11 anos, Lean acredita que as variações na estrela sejam responsáveis por um aumento de 0,1 grau Celsius na temperatura global. Ela conclui que a influência do Sol não foi determinante como principal causa do aquecimento na Terra, pelo menos nas últimas três décadas.

Imagem indica solo mole como lama no planeta Marte





A administração do projeto HiRise - do governo dos Estados Unidos e da Universidade do Arizona - divulgou uma imagem em alta resolução de uma incomum cratera com solo mole em Marte.

Segundo os astrônomos, a cratera faz parte de um grupo que tem o solo parecido com lama.


Os cientistas afirmam que essa e outras crateras parecidas no planeta são formadas geralmente por causa do gelo que existe no solo e que é derretido pelo impacto de um meteorito, produzindo a grande quantidade de lama.


De acordo com os astrônomos, essa cratera é um pouco diferente das demais, já que parte do líquido parece ter evaporado.


Além disso, há partes do solo mais próximas à superfície que se mantêm firmes - associadas a grandes rochas -, enquanto as mais profundas estão moles.


Os astrônomos acreditam que existia uma grossa camada de gelo protegida por uma fina camada de rochas acima dela.


Quando o meteorito atingiu o local, ele teria perfurado a camada de rochas e evaporado parte da água no subsolo, o que explicaria a presença dos dois tipos de solo em níveis diferentes.