sábado, 15 de janeiro de 2011

Pôr do Sol em Marte capturado pela Mars Rover Opportunity

Uma sequência de fotos tiradas com a PanCam. O aparelho precisa de um intervalo de 4 segundos entre uma imagem e outra. Para isso, foi preciso simular imagens que preenchessem esses buracos. Simplesmente fantástico! O vídeo pode ser visto aqui: 





Tecnologia de satélite permite medir melhor energia solar, dizem cientistas


Cientistas norte-americanos descobriram que a tecnologia de instrumentos em satélites pode ser determinante para medir com precisão a energia que o Sol envia à Terra, garantindo que o conhecimento que pode ajudar na compreensão das mudanças climáticas no planeta. As afirmações foram feitas na publicação científica "Geophysical Research Letters".
Greg Kopp, do Laboratório de Física Atmosféricas e Espacial (Lasp, na sigla em inglês), espaço ligado à Universidade de Colorado em Boulder, e Judith Lean, do Laboratório de Pesquisas Navais dos Estados Unidos, mediram o nível total da irradiação solar e descobriram valores menores que os registrados em 32 anos de monitoramento.
Segundo os pesquisadores, esse achado levará satélites novos a trabalharem melhor para resolver a questão sobre se as flutuações solares afetam ou não o aumento médio na temperatura da Terra.
Durante estudos sobre a estrela, os pesquisadores notaram que o instrumento utilizado havia recebido recentemente um novo design óptico e calibragem, o que melhorou a precisão das medições. Esta ferramenta é o Monitor de Irradiação Total (TIM, na sigla em inglês), atualmente a bordo da nave Sorce (Solar Radiation and Climate Experiment ou Experimento sobre Radiação e Clima Solares, em tradução livre), na agência espacial norte-americana (Nasa).

A calibragem mais apurada do TIM, feita em solo terrestre pela equipe do Lasp, foi o que gerou medições mais precisas da energia solar dissipada na comparação com a calibragem anterior, oferecida pelo Instituto de Padrões e Tecnologia norte-americano (NIST, na sigla em inglês), agência federal responsável por estabelecer medidas e padrões à indústria nos Estados Unidos.
Uma das vantagens da pesquisa de Kopp e Lean é o auxílio à comunidade científica voltada ao estudo do clima para saber quais são as causas naturais e as humanas para o aquecimento global.
Durante um ciclo solar, período de referência para medir a atividade do astro e que dura 11 anos, Lean acredita que as variações na estrela sejam responsáveis por um aumento de 0,1 grau Celsius na temperatura global. Ela conclui que a influência do Sol não foi determinante como principal causa do aquecimento na Terra, pelo menos nas últimas três décadas.

Imagem indica solo mole como lama no planeta Marte





A administração do projeto HiRise - do governo dos Estados Unidos e da Universidade do Arizona - divulgou uma imagem em alta resolução de uma incomum cratera com solo mole em Marte.

Segundo os astrônomos, a cratera faz parte de um grupo que tem o solo parecido com lama.


Os cientistas afirmam que essa e outras crateras parecidas no planeta são formadas geralmente por causa do gelo que existe no solo e que é derretido pelo impacto de um meteorito, produzindo a grande quantidade de lama.


De acordo com os astrônomos, essa cratera é um pouco diferente das demais, já que parte do líquido parece ter evaporado.


Além disso, há partes do solo mais próximas à superfície que se mantêm firmes - associadas a grandes rochas -, enquanto as mais profundas estão moles.


Os astrônomos acreditam que existia uma grossa camada de gelo protegida por uma fina camada de rochas acima dela.


Quando o meteorito atingiu o local, ele teria perfurado a camada de rochas e evaporado parte da água no subsolo, o que explicaria a presença dos dois tipos de solo em níveis diferentes.