quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sonda Stardust visita cometa Tempel 1



Nos EUA, o dia 14 de fevereiro é o equivalente do nosso dia dos namorados. Nesse dia, além das trocas de presentes e dos tradicionais votos, há vários jantares e encontros pelo país afora. Mas, neste ano, o encontro mais importante aconteceu no espaço. A sonda Stardust tinha um compromisso seríssimo com um cometa!
A Stardust é uma sonda destinada a estudar o asteroide 5535 Annefrank e o cometa Wild 2. Com 300 kg, ela foi lançada em fevereiro de 1999 e, já em 15 de janeiro de 2006, entrava para a história. Ao atravessar a coma (a “cabeleira”, a nebulosa mais próxima do núcleo de um cometa) do Wild 2, ela coletou amostras de poeira, que ficaram presas em um “aerogel” e foram remetidas de volta à Terra.
Com a chegada intacta da cápsula, as amostras foram enviadas a um laboratório da Nasa para análise.
Só isso já bastaria para garantir seu lugar na história, mas, logo em seguida a esse feito, a Stardust recebeu nova missão. Como estava totalmente operacional e com combustível, foi manobrada para perseguir e sobrevoar o cometa Tempel 1 neste último dia 14.
O Tempel 1 não é um cometa qualquer. Em 4 de julho de 2005, ele foi atingido por um bloco de 370 kg lançado pela sonda Deep Impact. O objetivo dessa agressão era provocar uma pluma de destroços vindos de camadas abaixo da superfície do cometa e, portanto, menos expostas à ação de ventos e radiações solares. Essa pluma foi estudada tanto pela Deep Impact quanto pelos telescópios em terra.
Agora, a Stardust foi direcionada para passar a cerca de 180 km do núcleo do Tempel 1 e examinar sua superfície. Essa segunda olhada acontece depois que o cometa passou duas vezes pelo seu periélio (o ponto de menor distância ao Sol)após o primeiro encontro. A ideia é ver as alterações sofridas pelo núcleo nesse tempo todo. Há também esperanças de ver a cratera produzida pela Deep Impact em 2005, mas isso envolve outras variáveis, como a rotação do núcleo.
As imagens estão sendo divulgadas conforme chegam da sonda, ainda sem nenhuma análise. Na foto acima, por exemplo, mostra o núcleo quando a aproximação era máxima.

Um comentário:

  1. Olá Bianca!
    Muito interessante e espetacular feito dessa nave! Os dividendos, por enquanto, são relativos à precisão dos acertos nos alvos e economia de recursos materiais e financeiros mesmo, uma vez que: partiu-se para uma outra missão sem ser preciso construir-se uma outra nave irmã. O resultado sobre os dados científicos levantados nas missões, no futuro, acredito que serão valiosíssimos para a continuação da saga humana, aqui e nos... confins do universo!
    Um abraço!!!!!

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