domingo, 29 de maio de 2011

Por que o céu é azul?

 

 A resposta está em como os raios solares interagem com a atmosfera. Quando a luz passa através de um prisma, o espectro é quebrado num arco-íris de cores.

Nossa atmosfera faz o mesmo papel, atuando como uma espécie de prisma onde os raios solares colidem com as moléculas e são responsáveis pelo dispersão do azul.

         
Quando olhamos a cor de algo, é porque este "algo" refletiu ou dispersou a luz de uma determinada cor associada a um comprimento de onda. Uma folha verde utiliza todas as cores para fazer a fotossíntese, menos o verde, porque esta foi refletida. Devido ao seu pequeno tamanho e estrutura, as minúsculas moléculas da atmosfera difundem melhor as ondas com pequenos comprimentos de onda, tais como o azul e violeta. As moléculas estão espalhadas através de toda a atmosfera, de modo que a luz azul dispersada chega aos nossos olhos com facilidade. 
          Luz azul é dispersada dez vezes mais que luz vermelha.
         
         A luz azul tem uma frequência ( ciclos de onda por segundo ) que é muito próximo da frequência de ressonância dos átomos, ao contrário da luz vermelha. Logo a luz azul movimenta os elétrons nas camadas atômicas da molécula com muito mais facilidade que a vermelha. Isso provoca um ligeiro atraso na luz azul que é re-emitida em todas as direções num processo chamado dispersão de Rayleigh ( Físico inglês do século 19 ). A luz vermelha, que não é dispersa e sim transmitida, continua em sua direção original, mas quando olhamos para o céu é a luz azul que vemos porque é a que foi mais dispersada pelas moléculas em todas as direções.
          Luz violeta tem comprimento de onda menor que luz azul, portanto dispersa-se mais na atmosfera que o azul. Porque então não vemos o céu violeta ? Porque não há suficiente luz ultravioleta. O sol produz muito mais luz azul que violeta.
         Quando o céu está com cerração, névoa ou poluição, há partículas de tamanho grande que dispersam igualmente todos os comprimentos de ondas, logo o céu tende ao branco pela mistura de cores. Isso é mais comum na linha do horizonte.  
No vácuo do espaço extraterrestre, onde não há atmosfera, os raios do sol não são dispersos, logo eles percorrem uma linha reta do sol até o observador. Devido a isso os astronautas vêem um céu negro. 
          Em Júpiter o céu também é azul porque ocorre o mesmo tipo de dispersão do azul na atmosfera do planeta como na Terra. Porém em Marte o céu é cor de rosa, ja que há excessiva partículas de poeira na atmosfera Marciana devido à presença de óxidos de ferro originários do solo. Se a atmosfera de Marte fosse limpa da poeira, ela seria azul, porém um azul mais escuro já que a atmosfera de Marte é muito mais rarefeita.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fatos Curiosos - Parte 2

1. Planetas, constelações e estrelas formam apenas 4% do universo. O resto é feito de matéria escura, um tipo estranho de matéria sobre a qual os cientistas não sabem nada.


2. Via Láctea e Andrômeda não só se chocarão formando uma só galáxia, como também viajam pelo espaço em direção ao aglomerado de Virgem, formado por centenas de outras galáxias.


3. A estrela mais luminosa da Via Láctea é a Eta Carinae, que emite 5 milhões de vezes mais energia que o Sol.


4. Já a estrela mais brilhante descoberta pelo ser humano é a supernova SN1987A, da galáxia Grande Nuvem de Magalhães. Sua luminosidade é maior do que sua própria galáxia. 


5. O Sol é 330.000 vezes maior que a Terra. Aliás, você sabia que o Sol possui 99,9% de toda a matéria do Sistema Solar?

6. A temperatura da Lua pode chegar a 100º C durante o dia lunar e -175º C à noite.

7. A Terra não é exatamente uma esfera. Ela é geóide (equivale mais ou menos a um formato de grão-de-bico).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Astrônomos descobrem ''planetas solitários'' vagando pelo Universo

Planeta
Corpos vagam pelo espaço sem atração de estrelas


Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira (18) a descoberta de planetas que não são atraídos por uma estrela. Ao contrário dos planetas do Sistema Solar, que são guiados pelo Sol, esses novos corpos celestes viajam solitários pelo universo. A descoberta foi publicada hoje na revista Nature. Em uma varredura do cosmo realizada por dois anos, foram encontrados dez planetas com aproximadamente a massa de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema. Eles estão a uma distância tão grande da estrela mais próxima que, segundo os astrônomos, pode-se dizer que alguns deles flutuam livres pela Via Láctea.
Mais de 500 desses tipos de planetas foram identificados desde 1995. Mas esses são os primeiros do tamanho de Júpiter que parecem desconectados das estrelas. A descoberta indica que existem mais planetas solitários com a massa de Júpiter que ainda não podem ser vistos. A estimativa dos astrônomos é que haja duas vezes mais desse tipo de planeta do que de estrelas. Para David Bennet, cientista da Nasa, a pesquisa é como um censo populacional.
- Nós analisamos uma parte da galáxia e, a partir desses dados, podemos estimar o total da galáxia.
Os novos planetas foram descobertos a uma distância entre 10 e 500 unidades astronômicas (UA) de uma estrela. A UA é uma medida-padrão, que compreende a distância entre a Terra e o Sol, de cerca de 150 milhões de quilômetros. Por comparação, Júpiter está a apenas 5 UA do Sol, enquanto Netuno, o planeta mais longínquo do nosso Sistema Solar, a 30.

Teoria dos planetas
A teoria da fundação planetária diz que os planetas são aglomerados de poeira e gás atraídos por suas estrelas – eles são condenados a orbitar em volta delas até que a estrela queime todo o seu combustível. O artigo sugere que esses planetas distantes se libertaram da atração gravitacional em uma fase muito precoce.
- Eles podem ter se formado em discos protoplanetários e, após isso, se dispersado no vazio ou em órbitas muito distantes.
O estudo foi escrito por duas equipes que usaram microlentes gravitacionais para analisar dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea em um período de dois anos. Segundo essa técnica, uma estrela mais próxima passa em frente à outra, distante. O brilho da estrela longínqua é amplificado.
Segundo disse o astrônomo alemão Joachim Wambsganss, em comentário publicado na Nature, as implicações da descoberta são profundas.
- Temos um primeiro olhar de uma nova população de objetos de massa planetária em nossa galáxia. Agora precisamos explorar suas propriedades, distribuições, estados dinâmicos e história.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Voyagers 1 e 2, 40 anos de história

As naves gêmeas Voyager 1 e 2, lançadas há mais de 30 anos em direção aos gigantes gasosos do Sistema Solar, estão prestes a fazer história mais uma vez. Elas estão próximas de escapar do nosso Sistema Solar, lá longe.


Lançadas na década de 1970, aproveitando um raro alinhamento dos planetas externos do Sistema Solar, mais especificamente, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, as duas sondas Voyager nunca deixaram de trabalhar até hoje.


Voyager 1 visitou Júpiter e Saturno e em 1980 usou a gravidade deste último para “estilingar” para fora plano do Sistema Solar. Já a Voyager 2 passou, além de Júpiter e Saturno, por Urano e Netuno e usou a gravidade do último para fazer algo parecido.



São tantas as descobertas que fica difícil de enumerá-las: os vulcões ativos em Io, evidências de um oceano por baixo da camada de gelo em Europa (ambos satélites de Júpiter), os primeiros indícios de chuva de metano em Titã (a maior lua de Saturno), o eixo deslocado de Urano, gêiseres em Tritão (uma das luas de Netuno) e muita informação sobre o vento solar. Depois de tantas descobertas, as duas naves singram para o vazio interestelar.
Mas isso não as torna inativas! Mesmo que sem nenhum planeta por perto, alguns instrumentos das Voyagers foram mantidos ligados para monitorar a heliosfera. A heliosfera é uma bolha de plasma e campo magnético que engloba todo o Sistema Solar. Algumas estimativas dizem que ela se estende até uma distância três vezes maior que a distância entre o Sol e Plutão. Conforme as Voyagers se afastam do Sol, mais fraca fica a heliosfera, claro. Mas, subitamente, as leituras das sondas começaram a ficar confusas, indicando uma região de turbulência no espaço. Essa região é a heliopausa, a transição entre o que podemos chamar de Sistema Solar e o espaço interestelar. Em outras palavras, a fronteira final.
Mas, o aspecto mais fascinante desta fase da missão é pensar que em breve as naves Voyager vão deixar o Sistema Solar carregando consigo uma mensagem terrestre. As duas naves levam dois discos banhados a ouro com gravações de sons da Terra, que vão desde cães latindo, a saudações em diversas línguas faladas na Terra, inclusive português. Além delas, uma seleção de músicas também está gravada neste disco, junto com algumas imagens e diagramas que permitiriam que civilizações extraterrestres pudessem localizar o local de partida das naves.

Fonte: http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2011/04/28/voyager-fazendo-historia-ha-40-anos/