terça-feira, 3 de maio de 2011

Voyagers 1 e 2, 40 anos de história

As naves gêmeas Voyager 1 e 2, lançadas há mais de 30 anos em direção aos gigantes gasosos do Sistema Solar, estão prestes a fazer história mais uma vez. Elas estão próximas de escapar do nosso Sistema Solar, lá longe.


Lançadas na década de 1970, aproveitando um raro alinhamento dos planetas externos do Sistema Solar, mais especificamente, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, as duas sondas Voyager nunca deixaram de trabalhar até hoje.


Voyager 1 visitou Júpiter e Saturno e em 1980 usou a gravidade deste último para “estilingar” para fora plano do Sistema Solar. Já a Voyager 2 passou, além de Júpiter e Saturno, por Urano e Netuno e usou a gravidade do último para fazer algo parecido.



São tantas as descobertas que fica difícil de enumerá-las: os vulcões ativos em Io, evidências de um oceano por baixo da camada de gelo em Europa (ambos satélites de Júpiter), os primeiros indícios de chuva de metano em Titã (a maior lua de Saturno), o eixo deslocado de Urano, gêiseres em Tritão (uma das luas de Netuno) e muita informação sobre o vento solar. Depois de tantas descobertas, as duas naves singram para o vazio interestelar.
Mas isso não as torna inativas! Mesmo que sem nenhum planeta por perto, alguns instrumentos das Voyagers foram mantidos ligados para monitorar a heliosfera. A heliosfera é uma bolha de plasma e campo magnético que engloba todo o Sistema Solar. Algumas estimativas dizem que ela se estende até uma distância três vezes maior que a distância entre o Sol e Plutão. Conforme as Voyagers se afastam do Sol, mais fraca fica a heliosfera, claro. Mas, subitamente, as leituras das sondas começaram a ficar confusas, indicando uma região de turbulência no espaço. Essa região é a heliopausa, a transição entre o que podemos chamar de Sistema Solar e o espaço interestelar. Em outras palavras, a fronteira final.
Mas, o aspecto mais fascinante desta fase da missão é pensar que em breve as naves Voyager vão deixar o Sistema Solar carregando consigo uma mensagem terrestre. As duas naves levam dois discos banhados a ouro com gravações de sons da Terra, que vão desde cães latindo, a saudações em diversas línguas faladas na Terra, inclusive português. Além delas, uma seleção de músicas também está gravada neste disco, junto com algumas imagens e diagramas que permitiriam que civilizações extraterrestres pudessem localizar o local de partida das naves.

Fonte: http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2011/04/28/voyager-fazendo-historia-ha-40-anos/

2 comentários:

  1. Olá, Bianca!
    Estava com saudades das suas postagens! Que bom tê-la de volta!
    A história dessas naves é muito interessante. Além de ter sido um dos melhores projetos de exploração espacial feito pela NASA ainda provocou as mais diversas discussões a seu respeito, foi utilizada enredos de filmes de ficção científicas e como vê... as naves viajam trabalhando, ainda descobrindo coisas da heliosfera, heliospausa e se brincar... chegarão também à menoheliopausa da galáxia... KKKKKK!
    Parabéns, pela postagem e espero que não demore tanto em postar outros assuntos como esse.
    Um abraço!!!!!

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  2. Olá, Bianca!
    Passei para fazer a minha visita ao seu blog e também, para cumprimentá-la pela data de hoje quando é comemorado o... Dia da Astronomia!
    Parabéns para vc e a todos os astrônomos, além dos amantes (como eu), dessa importante e interessante ciência!
    Um abraço!!!!!

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